A ampliação da estrutura da educação especial na rede estadual colocou o Acre na liderança nacional da inclusão escolar. Dados do Censo Escolar 2025 mostram que 98,9% dos estudantes da educação especial da rede estadual estão matriculados em classes comuns da educação básica, o maior percentual entre todas as unidades da Federação. Considerando todas as redes de ensino, o índice do estado é de 98,7%, acima da média brasileira, de 93,5%.
O desempenho ocorre em meio ao reforço da política de inclusão promovida pelo governo estadual. Em 2026, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) contratou 500 professores efetivos para atuar como mediadores em sala de aula, acompanhando estudantes com deficiência e transtorno do espectro autista (TEA). Diferentemente da maioria dos estados, que utilizam profissionais de apoio de nível médio ou estagiários, o Acre adota docentes para desempenhar essa função.
Outro indicador que destaca o estado é a participação da educação especial no total de matrículas da educação básica. Segundo o levantamento, 9,8% dos estudantes matriculados no Acre pertencem ao público-alvo da educação especial, percentual que é praticamente o dobro da média nacional, de 5,3%.
Ao todo, o Acre contabiliza 23.739 matrículas na educação especial, sendo 12.926 apenas na rede estadual. Os dados também apontam que o estado possui quase 15 mil estudantes que integram o público-alvo da modalidade, dos quais cerca de 6 mil são diagnosticados com transtorno do espectro autista (TEA).
A rede estadual também supera a média do país na formação de profissionais especializados. Conforme o Censo Escolar, 9,1% dos docentes da rede possuem formação específica em educação especial, enquanto a média nacional é de 7%. Atualmente, são 595 professores com essa qualificação.
Segundo a Secretaria de Educação, o crescimento da modalidade acompanha o aumento dos diagnósticos. Nos últimos anos, a rede estadual registrou crescimento superior a 600% na identificação de estudantes com autismo.

