O Acre deverá enfrentar, pelo menos, seis ondas de frio ao longo do inverno de 2026, sendo que duas delas poderão ter intensidade moderada ou forte. A informação foi divulgada pelo pesquisador climático Davi Friale em artigo publicado neste sábado (20) no site O Tempo Aqui.
Segundo Friale, a primeira friagem da estação deve ocorrer logo na primeira semana do inverno, que começa oficialmente às 3h25 deste domingo (21), no horário de Rio Branco, e segue até o dia 22 de setembro.
“Até o fim desta estação, deverão chegar ao Acre, no mínimo, seis ondas polares, sendo, pelo menos, duas, de intensidade moderada ou forte”, escreveu o pesquisador.
De acordo com a análise, o inverno de 2026 deverá se comportar dentro da normalidade, com temperaturas próximas da média histórica e variações de até 1°C para cima ou para baixo. As chuvas, por sua vez, poderão ficar cerca de 20% acima ou abaixo da média climatológica do período.
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Friale destaca que o inverno é a estação mais seca do ano no Acre e também o período em que ocorrem as incursões mais intensas de ar polar, responsáveis pelo fenômeno conhecido como friagem. Após a passagem dessas massas de ar, os dias costumam ficar mais ensolarados e a umidade relativa do ar diminui significativamente.
“A umidade do ar mínima, durante a tarde, ficará, em média, entre 25 e 35%, por, pelo menos, uns 15 dias. Em alguns momentos, poderá ficar abaixo de 20%, caracterizando o estado de alerta para a saúde humana”, afirmou.
Apesar de ser uma estação marcada pela escassez de chuvas, o pesquisador ressalta que precipitações intensas podem ocorrer de forma pontual e, geralmente, antecedem a chegada de novas ondas de frio.
O levantamento também relembra os recordes históricos de temperatura registrados no estado. Nos últimos 60 anos, a menor temperatura oficial registrada foi de 6°C, em Rio Branco, em 19 de julho de 1975. Em Epitaciolândia, a menor marca registrada foi de 5,8°C.
No artigo, Friale ainda explica a origem da friagem na Amazônia Ocidental. Segundo ele, as massas de ar frio se formam na Antártica e avançam pela América do Sul até alcançarem o Acre, podendo, dependendo da intensidade, ultrapassar a linha do Equador e atingir regiões do sul da Colômbia, da Venezuela e do Equador.
