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Acre é um dos estados mais afetados por acidentes de trânsito envolvendo álcool

Por Wellington Vidal, ContilNet 19/06/2026 às 15:26
Projeto de lei propõe multa de R$ 29 mil para motorista embriagado

Proposta quer tornar o peso financeiro uma ferramenta de prevenção contra a mistura de álcool e direção/ Foto: Reprodução

A taxa de mortes no trânsito relacionadas ao consumo de bebida alcoólica é de 13.075 mil e o Acre aparece como um dos estados com o maior número de internações hospitalares envolvendo a temática. É o que diz a análise divulgada nesta sexta-feira (19) pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) 

Na data em que comemora-se o Dia da Lei Seca, o estudo sugere que há dados positivos, visto que em 2010, os óbitos eram de 15 mil, havendo uma queda de 19,5%. No entanto, também deve-se ponderar que a quantidade voltou a subir a partir de 2020 (quando 11.600 pessoas perderam a vida). 

No que diz respeito à taxa das internações hospitalares causadas por acidentes de trânsito envolvendo o consumo de álcool, o Acre ocupa o 3º lugar do país, ao lado do Espírito Santo e do Pará, superando a média nacional.

De acordo com a coordenadora do Cisa, Mariana Thibes, a Lei Seca, sancionada em 2008, teve impacto importante na redução das mortes no trânsito ao longo dos anos. No entanto, ela afirma que os índices voltaram a crescer após a pandemia.

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Entre os fatores apontados para esse aumento estão o uso de aplicativos que ajudam motoristas a localizar blitz em tempo real, a quantidade insuficiente de bafômetros e o crescimento da frota de motocicletas, veículos mais vulneráveis em acidentes.

O levantamento também mostra que o álcool esteve presente em 36,6% das ocorrências envolvendo homens e em 26,3% das ocorrências envolvendo mulheres a partir de 2019. Os homens jovens aparecem como o principal grupo de risco.

Para estados com índices elevados, como o Acre, a pesquisadora cita fatores estruturais, como estradas perigosas, menor presença de fiscalização e dificuldades de acesso rápido a serviços de emergência.

“São realidades específicas que precisam ser investigadas para que o poder público possa adotar respostas mais adequadas a cada região”, concluiu.

 

Com informações da Agência Brasil 

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