O Acre aparece entre os estados brasileiros que mais destinam recursos para a educação e também está entre os que mais reduziram sua dívida consolidada em 2026, de acordo com o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) em Foco dos Estados e Distrito Federal, divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Tesouro Nacional.
Os dados, referentes ao segundo bimestre deste ano, mostram que o Acre aplicou 23% de sua despesa total na função Educação, percentual que o coloca ao lado do Paraná como o maior do país nesse indicador.
Já no levantamento sobre a dívida consolidada, o estado registrou uma redução de 7% em relação ao estoque verificado no fim de 2025. O resultado representa a segunda maior queda entre as unidades da federação, atrás apenas de Mato Grosso, que reduziu a dívida em 9%. O Rio Grande do Norte aparece na sequência, com retração de 4%.
O relatório reúne informações enviadas pelos próprios estados ao Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi) e compara a execução orçamentária entre março e abril de 2026.
No cenário nacional, o Tesouro Nacional identificou que 19 dos 27 estados tiveram crescimento das despesas correntes superior ao aumento das receitas correntes, o que reduz a capacidade de formação de poupança para investimentos.
Entre os estados com melhor desempenho em investimentos proporcionais à receita total estão Maranhão e Piauí, ambos com 13%. Na outra ponta, Rondônia, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Roraima registraram os menores percentuais de aplicação de recursos em investimentos.
O levantamento também detalha os gastos por área de atuação dos governos estaduais. Além da liderança do Acre em educação, Tocantins e Pernambuco apresentaram os maiores percentuais de despesas com saúde, enquanto Minas Gerais e Alagoas lideraram os investimentos em segurança pública.
Segundo o Tesouro Nacional, a publicação tem como objetivo acompanhar a execução orçamentária das unidades da federação e subsidiar análises sobre a situação fiscal dos estados e do Distrito Federal. O relatório é elaborado com base nas informações declaradas pelos próprios entes federativos no Siconfi.
