A violência contra jovens no Acre apresentou forte redução nos últimos cinco anos, segundo dados do Atlas da Violência 2026. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (26), mostra que o número de homicídios de pessoas entre 15 e 29 anos caiu 49,4% no estado entre 2019 e 2024, acompanhando a tendência de queda já observada nos índices gerais de violência.
Em 2019, o Acre registrou 174 jovens assassinados. Já em 2024, esse número caiu para 88 mortes violentas, uma redução de quase metade dos casos no período analisado.
Os dados também apontam queda de 12% em comparação com 2023, quando o estado havia contabilizado 100 homicídios de jovens.
Apesar da redução, o levantamento revela que a juventude continua sendo um dos grupos mais atingidos pela violência letal. A taxa de homicídios entre jovens no Acre ficou em 37,6 mortes por 100 mil habitantes em 2024, índice ainda considerado elevado, embora abaixo da média nacional, que fechou o ano em 42,2 homicídios por 100 mil jovens.
O relatório produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) destaca que, em todo o país, 19.801 jovens foram assassinados em 2024, uma média de 54 mortes por dia.
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Segundo o estudo, os homens seguem sendo as principais vítimas da violência letal juvenil no Brasil. Do total de jovens mortos no país em 2024, 18.545 eram do sexo masculino.
O Atlas também aponta que a violência contra jovens está diretamente ligada a desigualdades sociais, vulnerabilidade econômica, exclusão territorial e atuação do crime organizado, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
No Acre, o cenário atual contrasta com o período mais crítico da violência no estado. Em 2017, auge da guerra entre facções criminosas na região Norte, o estado chegou a registrar 297 homicídios de jovens, maior número da série histórica apresentada no relatório.
Após aquele período, os índices passaram a apresentar trajetória de queda, especialmente a partir de 2020.
No ranking nacional de 2024, o Acre aparece entre os estados com menores taxas de homicídios juvenis da região Norte, ficando atrás apenas de Tocantins. Já os maiores índices do país foram registrados na Bahia, Amapá e Pernambuco.
