O Acre figura entre os estados com maior coeficiente de incidência de dengue em 2025, conforme dados do painel de monitoramento do Ministério da Saúde. Até junho, o estado registrava índice de 1.024,7 casos prováveis por 100 mil habitantes, ficando atrás apenas de São Paulo (1.840,1) e Goiás (1.146,8) no ranking nacional.

O Acre aparece em terceiro lugar no ranking nacional de casos/Foto: Reprodução
Apesar de o país ter apresentado uma queda de 78% nos casos de dengue nos primeiros seis meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2024, com 1,2 milhão de casos confirmados em 2025, contra 5,6 milhões no ano anterior, o Acre segue com registros elevados da doença.
Especialistas atribuem a redução nacional à imunidade gerada pelo alto número de infecções em 2024, que foi o ano com mais casos e mortes por dengue na história do país. No total, o Brasil registrou mais de 5,9 milhões de infecções confirmadas e 6.297 mortes, superando a soma dos óbitos ocorridos nos oito anos anteriores.
A epidemia de dengue tem sido intensificada por fatores como o aumento das temperaturas, que favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti, inclusive em regiões antes menos afetadas, como o Sul do país.
A região Sudeste concentra 69,5% dos casos prováveis registrados até junho de 2025. São Paulo lidera com 808.500 casos confirmados e mil mortes além de 227 óbitos em investigação. O estado tem atualmente 107 municípios com decretos de emergência por dengue ativos.
No Brasil, o número total de mortes confirmadas por dengue neste ano chegou a 1.450, com outras 522 em investigação. Ao todo, são 1.510.267 casos prováveis e 1.222.572 confirmações da doença até o momento.
