O Acre obteve redução da violência letal contra crianças, adolescentes e jovens nos últimos anos, segundo o Atlas de Violência de 2026. O estado registrou queda de 47,9% na taxa geral de homicídios entre 2019 e 2024, o maior recuo do Brasil no período
A redução também impacta diretamente os índices relacionados à juventude, já que grande parte das vítimas de homicídio no país está nessa faixa etária. Em 2019, o Acre havia registrado 54 mortes nessa faixa etária. Em 2024, o número caiu para 23 homicídios, redução de 57,4% em cinco anos
Apesar da melhora nos indicadores, especialistas alertam que a juventude continua sendo uma das parcelas mais vulneráveis da população brasileira. Segundo o relatório, a violência letal segue concentrada principalmente entre jovens de 15 a 29 anos, principalmente jovens negros e moradores de áreas periféricas.
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De acordo com o relatório, entre os fatores que contribuem para vulnerabilidade de adolescentes, principalmente de zona urbana estão: desigualdade social, evasão escolar, ausência de oportunidades econômicas e atuação do crime organizado.
Outro fator apontado pelo atlas que chama atenção é o fortalecimento das facções criminosas e o recrutamento cada vez mais precoce de adolescentes para atividades ilícitas, especialmente em regiões de fronteira e estados da Região Norte.
O número de mortes caiu de 163 em 2019 para 83 em 2024, representando diminuição próxima de 49% . Além da violência letal, o Atlas aborda o aumento das violências não letais contra crianças e adolescentes, incluindo agressões físicas, violência sexual e violência psicológica.
Os pesquisadores defendem que o enfrentamento do problema precisa ir além da repressão policial, envolvendo políticas públicas nas áreas de educação, assistência social, cultura e geração de emprego.
Os dados históricos mostram ainda que o pior cenário recente ocorreu em 2017, quando o Acre registrou 107 homicídios de adolescentes de 15 a 19 anos.
