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Cotidiano

Acre vacina 4,7 mil gestantes contra vírus que causa bronquiolite em bebês

Por Ministério da Saúde 27/05/2026 às 15:14
Contra bronquiolite, Acre já vacinou mais de 4,7 mil gestantes pelo SUS

Contra bronquiolite, Acre já vacinou mais de 4,7 mil gestantes pelo SUS | Foto: Reprodução

Em meio à alta dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por vírus sincicial respiratório, o Acre alcançou 80% de cobertura vacinal no estado contra o vírus no grupo de gestantes, de acordo com o Ministério da Saúde. Segundo os dados, entre dezembro de 2025 e maio de 2026 já foram aplicadas 4.735 doses da vacina em gestantes.

O vírus é o principal causador de bronquiolite em bebês. A vacina é ofertada de forma inédita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e protege os recém-nascidos desde os primeiros dias de vida, fase em que o risco de complicações respiratórias é maior. No Brasil, 1 milhão de gestantes já foram vacinadas contra o vírus no SUS.

“O Brasil voltou a ser referência em vacinação. Alcançamos a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos e derrotamos o negacionismo daqueles que atacaram as vacinas e enfraqueceram o Programa Nacional de Imunizações. Em três anos e meio, reconstruímos o PNI, incorporamos novas vacinas e ampliamos, ano após ano, a proteção da população. Seguiremos fortalecendo o SUS para garantir mais acesso à imunização e mais saúde para todos os brasileiros”, disse Alexandre Padilha, ministro da Saúde.

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O avanço da vacinação reflete nos indicadores de saúde infantil. Segundo os dados, de janeiro a abril de 2026, as internações de crianças menores de dois anos por SRAG associada ao VSR caíram 52% em comparação com o mesmo período de 2023.

O perfil epidemiológico das infecções respiratórias no Acre mudou. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) assumiu o topo da curva e se tornou o principal causador de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado.

Os dados constam no Boletim Semanal de Síndromes Respiratórias, emitido pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), correspondente à análise das primeiras 17 semanas epidemiológicas do ano.

As crianças são as principais afetadas pelos problemas respiratórios/Foto: Reprodução

“No ano atual os dados mostram aumento significativo das internações por SRAG, a partir da Semana epidemiológica 02, início de oscilações no número das notificações com maior pico registrado na SE-09, mês de março, com 81 casos. As notificações seguem em alta em relação aos anos anteriores, no mesmo período analisado, com base nesses dados temos um cenário de alerta contínuo para as unidades de internação do estado”, explica o documento.

Esse aumento acentuado, impulsionado pelo VSR, Rinovírus e Influenza A, registrou maior pico de internações no mês de março (semana epidemiológica 09), quando foram contabilizados 81 casos graves em apenas sete dias.

Ainda de acordo com o documento, o cenário de 2026 mostra o VSR como o protagonista das internações, assumindo o topo da curva epidemiológica, seguido pelo Rinovírus e baixa detecção do Sars-Cov-2. “Cenário atípico pós pandemia. Possivelmente influenciado por variações climáticas ou novos padrões de circulação viral Este é um dado crítico, pois o VSR é uma das principais causas de hospitalização em crianças pequenas e idosos, exigindo atenção redobrada das unidades de saúde neste início de ano”, destacou.

Prevenção

A vacina foi incluída na rede pública em 2025, após análise técnica e recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A medida representa um avanço significativo para a saúde pública, especialmente considerando que, na rede privada, a mesma vacina pode custar até R$ 1,5 mil.

Ao todo, 1,8 milhão de doses foram distribuídas para a proteção de gestantes a partir da 28ª semana de gestação. A estratégia está ativa em todo o país, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), e busca garantir proteção antes do período de maior circulação do vírus, que costuma atingir o pico entre os meses de abril e maio.

A vacina estimula a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê ainda durante a gestação. Essa proteção é fundamental nos primeiros meses de vida, fase de maior vulnerabilidade às complicações respiratórias. Estudos clínicos demonstram eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves em bebês nos primeiros 90 dias após o nascimento.

Além da vacinação de gestantes, o Ministério da Saúde também oferta o nirsevimabe, um imunobiológico que garante proteção imediata contra o VSR. O medicamento é indicado para recém-nascidos prematuros (até 36 semanas e 6 dias de gestação) e crianças de até 23 meses com comorbidades, como cardiopatias congênitas e doenças pulmonares crônicas.

Diferentemente das vacinas tradicionais, o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal pronto, que passa a atuar logo após a aplicação, sem a necessidade de o organismo produzir anticorpos ao longo do tempo. A estratégia complementa as medidas adotadas pelo SUS para prevenir casos graves de bronquiolite em bebês.

Administrado em dose única, o medicamento oferece proteção por até seis meses e foi disponibilizado prioritariamente em maternidades e na Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (CRIE).

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