Agentes de saúde cobram reajuste e não descartam greve em Rio Branco

Categoria afirma que mais de mil servidores ainda recebem valores de 2024

Por Matheus Mello, ContilNet 09/06/2026 às 11:03
Um dos representantes do sindicato, José Augusto, afirmou que a categoria rejeitou a proposta de 5% — Foto: ContilNet

Mais de mil agentes comunitários de saúde, agentes de endemias e servidores da zoonoses de Rio Branco cobram da Prefeitura a aplicação dos reajustes do piso nacional definidos pelo governo federal e já admitem a possibilidade de greve caso não haja avanço nas negociações.

Segundo representantes da categoria, os profissionais ainda recebem com base no piso de 2024. Os reajustes referentes a 2025 e 2026 ainda não foram incorporados aos salários.

Em agenda na Câmara Municipal nesta terça-feira (9), os servidores buscaram apoio dos vereadores para pressionar a prefeitura a conceder, ao menos, a atualização referente a 2025, deixando a discussão sobre o reajuste de 2026 para o próximo ano.

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Um dos representantes do sindicato, José Augusto, afirmou que a categoria rejeitou a proposta de 5% apresentada pelo município e decidiu, em assembleia, reivindicar pelo menos a implantação do piso de 2025.

“A prefeitura não avançou dos 5% e a categoria decidiu em assembleia que pelo menos o piso de 2025 seja aplicado. O de 2026 pode ser discutido posteriormente”, disse.

De acordo com ele, a gestão municipal alega uma interpretação de entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) para justificar a não aplicação dos reajustes. Os servidores, porém, argumentam que Rio Branco possui um plano de cargos e carreiras próprio e que a maioria dos municípios brasileiros já faz o pagamento do piso atualizado.

José Augusto citou cidades como Porto Velho, Belém e diversos municípios do Acre como exemplos de localidades que já aplicam os reajustes definidos pelo governo federal.

A categoria estima que os dois reajustes acumulados somam cerca de 14,5%. Na negociação atual, os servidores buscam pelo menos 7,2%, o que representaria um acréscimo aproximado de R$ 224 por profissional.

Além da atualização salarial, os agentes defendem a criação de uma legislação municipal que automatize a aplicação dos reajustes do piso nacional, evitando que a categoria precise negociar todos os anos a implementação dos valores definidos pelo governo federal.

Caso não haja acordo, os trabalhadores não descartam a realização de uma greve.

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