Alimentação consome quase metade do salário mínimo, diz pesquisa

Levantamento aponta alta de 10,06% no custo da cesta básica em Rio Branco

Por Wellington Vidal, ContilNet 16/06/2026 às 21:24
Pesquisa de preços percorreu mercados e panificadoras em diversos bairros da capital/ Foto: Reprodução

O trabalhador na capital acreana tem um custo com alimentação que equivale a quase metade do salário mínimo. A informação foi divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O levantamento também aponta que a cesta básica em Rio Branco chegou a R$ 689,11 em maio deste ano.

De acordo com a pesquisa, um trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisou comprometer 45,96% de sua renda líquida para adquirir os alimentos básicos necessários à manutenção de uma família.

Segundo o Dieese, um trabalhador de Rio Branco precisa dedicar 93 horas e 32 minutos de trabalho para comprar a cesta básica. Embora o tempo seja inferior ao registrado em diversas capitais do Sul e Sudeste, o comprometimento da renda continua elevado e reduz a capacidade de consumo das famílias em outras áreas essenciais, como moradia, transporte e saúde.

Além disso, o levantamento aponta que o preço da cesta básica na capital acreana aumentou 3,29% em maio na comparação com abril. No acumulado de 2026, a alta já chega a 10,06%, enquanto, nos últimos 12 meses, o aumento foi de 5,27%.

No entanto, Rio Branco registrou a terceira cesta básica mais barata do Brasil, ficando atrás apenas de São Luís (MA) e Aracaju (SE), entre as 27 capitais pesquisadas.

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Entre os produtos que mais pressionaram os preços estão itens tradicionais da alimentação dos brasileiros, como carne bovina, feijão e tomate. A carne, por exemplo, registrou uma das maiores altas acumuladas do país nos últimos 12 meses, refletindo a redução da oferta de animais para abate e o aumento das exportações do produto.

Apesar de Rio Branco manter uma posição relativamente confortável quando comparada a outras capitais brasileiras, os números demonstram que o custo da alimentação continua sendo um dos principais desafios para as famílias acreanas, especialmente diante da alta acumulada dos alimentos ao longo do ano.

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