Aos 69 anos, a acreana Ondina, mais conhecida como Dina, encontrou no boxe chinês muito mais do que uma atividade física. Prestes a completar 70 anos no próximo dia 30 de junho, ela se tornou exemplo de disposição, disciplina e superação ao manter uma rotina de treinos que já dura mais de oito anos.
Casada e mãe de dois filhos, Dina conta que o incentivo da família foi fundamental para que ela ingressasse no esporte. Segundo ela, antes de conhecer a modalidade, levava uma vida sedentária, dedicada apenas às tarefas domésticas. A mudança começou após um convite da afilhada para conhecer o Centro de Treinamento ADG Pitbull em Rio Branco. Depois de participar de uma aula experimental, decidiu continuar treinando e nunca mais parou.

Ondina, mais conhecida como Dina/Foto: Juan Vinícius/ContilNet
“Esse esporte, para mim, veio como uma bênção de Deus, porque eu era sedentária, só ficava em casa, limpando, fazendo os serviços domésticos que todas nós mulheres conhecemos, né? Um dia, a minha afilhada me trouxe para conhecer, aí eu vim, fiz uma aula experimental, gostei e estou aqui até hoje. Já tenho mais de oito anos praticando o boxe chinês e também o boxe olímpico”, disse.

Ondina, mais conhecida como Dina/Foto: Juan Vinícius/ContilNet
Atualmente, ela pratica tanto o boxe chinês quanto o boxe olímpico. Enquanto o primeiro trabalha o corpo inteiro, o segundo concentra os movimentos da cintura para cima. Durante um período, o entusiasmo era tão grande que ela chegava a frequentar a academia três vezes por dia. Hoje, mantém uma rotina mais equilibrada, treinando um ou dois períodos, sempre de segunda a sexta-feira.
Para Dina, a idade nunca foi um obstáculo. Pelo contrário. Ela afirma se sentir tão jovem quanto os colegas de academia, muitos deles décadas mais novos. Além dos benefícios para a saúde física, ela destaca o ambiente acolhedor encontrado no esporte, que se transformou em uma segunda família ao longo dos anos.

Ondina e treinador Adgeferson Diniz/Foto: Juan Vinícius/ContilNet
“Eu acredito que eu não tenho essa idade, porque a minha mente evoluiu junto com a dos jovens, da minha neta, dos meus filhos. Com o incentivo do meu marido e dos amigos, eu fui seguindo. E academia é vida”, completa.
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Às vésperas dos 70 anos, a história de Dina mostra que nunca é tarde para começar uma nova atividade e que a prática esportiva pode transformar vidas em qualquer fase da vida.
“Agora, as senhoras da minha idade, venham fazer uma aula experimental. Venham ver como é bom. Convidem um filho para vir junto, para olhar e incentivar. Não deixem suas mães apenas em casa, lavando roupa, fazendo comida e cuidando dos netos, porque hoje estamos na era da modernidade, da tecnologia, e precisamos aproveitar tudo isso. Hoje temos muitas senhoras na faculdade, que saíram da rotina de casa, e a academia é mais um espaço para a gente sair do nosso nicho. Venham para a academia, venham praticar esporte, movimentar o corpo, como eu faço, entendeu? Muita gente me conhece e eu sempre convido minhas amigas para vir. Eu amo o que faço. Esporte, para mim, hoje é vida”, finalizou.

Centro de Treinamento ADG Pitbull/Foto: Juan Vinícius/ContilNet



