A diretora da Chefe de Divisão de Estabelecimentos Penais Femininos de Rio Branco, Maria Dalvani de Azevedo Brito, foi exonerada, segundo divulgado nesta terça-feira (05), no Diário Oficial do Estado (DOE). Ela se envolveu em um escândalo no mês de outubro ao ser acusada de torturar detentas.

Maria Dalvani de Azevedo Brito foi acusada de torturar detentas/Foto: Reprodução/G1 Acre
O inquérito foi aberto pelo promotor Thalles Ferreira Costa, coordenador do Grupo de Atuação Especial na Prevenção e Combate à Tortura (Gaepct), segundo informado pelo G1 Acre.
A portaria do Diário Oficial destaca que ela foi exonerada a pedido.
Confira a nota na Ăntegra do Iapen sobre as acusações contra Maria Dalvani:
“O governo do Acre, por meio do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), diante de denĂşncias apresentadas contra a diretora do presĂdio feminino de Rio Branco, informa que toda e qualquer medicação sĂł Ă© entregue Ă s presas mediante prescrição mĂ©dica e, portanto, nĂŁo há uso indiscriminado desses itens. Ações de saĂşde tambĂ©m sĂŁo realizadas de forma rotineira, assim como atendimento social, psicolĂłgico e psiquiátrico.
Quanto Ă ressocialização, o presĂdio feminino tem se destacado em relação Ă grande quantidade de programas desenvolvidos no local, bem como pelo nĂşmero de participantes, chegando a um quantitativo de mais de 90% das detentas da unidade envolvidas em projetos voltados para a jardinagem, costura e artesanato.
Em desenvolvimento, com a parceria e acompanhamento do Tribunal de Justiça do Acre, destacam-se tambĂ©m no presĂdio feminino de Rio Branco o projeto Entrelinhas, que ensina Ă s mulheres a arte do crochĂŞ; o Kit Primeira Entrega, que oferece itens pessoais e essenciais Ă s recĂ©m-chegadas na unidade; o Televisita, que visa propiciar o contato a distância com familiares, por meio de chamadas de vĂdeo; e o SalĂŁo-Escola, que oferecerá qualificação profissional na área da beleza a partir do dia 1Âş de novembro.
Além de atividades voltadas para a área profissional, as detentas também têm acesso à educação, com aulas regulares e projetos de leitura.
O Iapen ressalta que todas as detentas têm os mesmos direitos de participar das atividades da unidade, sem qualquer distinção.
Marcos Frank Costa
Presidente do Iapen”


