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Bancada do Acre em Brasília tem 2ª maior cota parlamentar do Brasil

Por Everton Damasceno, ContilNet 17/07/2026 às 10:57

Um levantamento detalhado do site Congresso em Foco sobre as regras da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) — o popular “cotão” — revela a disparidade dos tetos financeiros permitidos para deputados federais e senadores de diferentes regiões do Brasil. Devido ao isolamento geográfico e ao alto custo de deslocamento até a capital federal, o Acre figura na 2ª posição entre os estados com os maiores limites mensais do país.

Os parlamentares acreanos têm direito a um teto mensal de R$ 57,4 mil para custear despesas ligadas diretamente ao mandato, ficando atrás apenas de Roraima, cujo limite atinge R$ 58,5 mil.

O Top 5 dos maiores limites do Brasil

O regulamento da Câmara dos Deputados estipula que o valor da cota varia de acordo com o estado de origem. O principal fator de peso para esse cálculo é o custo das passagens aéreas e a logística de transporte entre Brasília e a base política do congressista.

Por conta disso, os estados da Região Norte dominam o topo do ranking de gastos permitidos:

 * Roraima (RR): R$ 58,5 mil

 * Acre (AC): R$ 57,4 mil

 * Rondônia (RO): R$ 56,3 mil

 * Amazonas (AM): R$ 56,2 mil

 * Amapá (AP): R$ 55,9 mil

Em contrapartida, o Distrito Federal, por motivos óbvios de proximidade, registra o menor teto do país, fixado em R$ 41,6 mil.

Para onde vai o dinheiro?

Diferente do salário do parlamentar, a cota funciona por meio de reembolso. Os deputados e senadores pagam pelas despesas e, mediante a apresentação de notas fiscais, recebem o dinheiro de volta. Entre os gastos cobertos pela verba de R$ 57,4 mil no Acre estão:

 * Aluguel de escritórios de apoio político no estado;

 * Passagens aéreas, terrestres ou fluviais;

 * Combustíveis e lubrificantes;

 * Contratação de consultorias e pesquisas técnicas;

 * Divulgação da atividade parlamentar (impressos e redes sociais).

Como o deslocamento de Rio Branco (ou do interior do Acre) até Brasília exige trajetos longos e conexões aéreas frequentemente inflacionadas, o teto precisa ser substancialmente maior do que o de estados como São Paulo (R$ 48,7 mil) ou Rio de Janeiro (R$ 47,3 mil).

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