16/09/2026

Bittar: “Ninguém pode estar acima da lei, nem quem veste toga”

Outro ponto abordado pelo senador é a possibilidade de impeachment de ministros do STF

Por Anieli Amorim, ContilNetAtualizado
Senador Márcio Bittar/Foto: Ascom

O senador Márcio Bittar (PL-AC) publicou um vídeo nesta quarta-feira (16) em que classificou como “denúncias muito graves” os fatos envolvendo o Banco Master e o ministro Alexandre de Moraes. Na gravação, o parlamentar questiona a atuação de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirma que o caso precisa ser apurado com imparcialidade.

Durante o vídeo, Bittar menciona os quase R$ 130 milhões relacionados ao Banco Master e questiona a repercussão das relações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e autoridades. O senador afirma que os envolvidos estariam “esbanjando coisas na cara do Brasil” e cita relações que, segundo os últimos ocorridos, podem envolver os Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo.

Bittar também critica a participação dos ministros em discussões relacionadas ao pedido de investigação. Para o senador, situações como essa exigem respeito ao devido processo e à imparcialidade. “Ninguém pode estar acima da lei. Nem quem veste toga”, afirma Bittar na gravação.

Outro ponto abordado pelo senador é a possibilidade de impeachment de ministros do STF. Ele defende que integrantes da Corte possam ser responsabilizados por meio desse mecanismo e relaciona o debate à necessidade de estabelecer limites entre os Poderes.

No vídeo, Bittar também fala sobre a composição do Supremo Tribunal Federal. O senador afirma que, caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente da República, poderá haver a indicação de quatro novos ministros para a Suprema Corte. Em determinado momento, declara: “Flávio Bolsonaro precisa ser eleito”.

Ao final da publicação, Bittar se dirige aos eleitores utilizando o tratamento “Vossa Excelência”, reforçando a ideia de que o cidadão possui papel central nas decisões tomadas por meio do voto.

O caso Banco Master envolve investigações sobre a instituição financeira e seu controlador, Daniel Vorcaro. Entre os pontos que ganharam repercussão está um contrato de R$ 131 milhões entre o banco e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O ministro nega irregularidades e afirma que não manteve relação pessoal com Vorcaro.

Veja o vídeo:

 

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