Bocalom destaca potencial da cafeicultura a estudantes do Ieptec

Bocalom destacou a importância de unir teoria e prática na formação profissional

Por Juan Vinícius, ContilNet 23/06/2026 às 14:14
Durante a visita, o ex-prefeito apresentou os resultados obtidos em sua propriedade. — Foto: Juan Vinícius/ContilNet

O ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, recebeu nesta terça-feira (23) alunos concluintes dos cursos técnicos do IEPTEC de Acrelândia e Plácido de Castro em um dia de campo realizado em sua propriedade rural, em Acrelândia.

Bocalom destacou a importância de unir teoria e prática na formação profissional. Professor por mais de 30 anos, ele afirmou que a experiência em campo é fundamental para consolidar os conhecimentos adquiridos em sala de aula.

“Primeiro de tudo eu quero dizer que é um prazer muito grande poder receber esses alunos de Plas de Castro e de Acrelândia, porque para mim, como professor que fui aí mais de 30 anos dentro de sala de aula, eu sei o que é isso. E a prática é fundamental. Não adianta a gente só ficar num curso técnico dentro da sala de aula, nós temos que ir para o campo”, afirmou.

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Durante a visita, o ex-prefeito apresentou os resultados obtidos em sua propriedade e explicou a evolução da produtividade da lavoura ao longo dos últimos anos.

Segundo ele, a primeira colheita, realizada entre o segundo e o terceiro ano do plantio, alcançou cerca de 50 sacas por hectare.

“Nós temos uma lavoura que produziu 100 irrigação, de segundo para o terceiro ano, que foi a primeira colheta, produziu 50 sacos por hectare. Agora, de 2 para 3 anos, estava sem irrigação, ela produziu 50 sacos. De 3 para 4 anos, ela já produziu 140 sacos, já com irrigação. E de 4 para 5 anos, que é onde nós estamos agora, ela deverá produzir acima de 180, talvez, até ultrapasse 200 sacos por hectare”, completou.

De acordo com ele, os números demonstram a viabilidade econômica da cafeicultura no Acre, mesmo diante da redução no preço da saca em relação ao ano passado.

“Apesar do café, ano passado, eu ter vendido café de 1,2 mil, mas esse ano eu estou vendendo de 800. Mas como eu tive uma produtividade maior, evidentemente, que compensa aí, o lucro também vai ser bom”, ressaltou.

Para Bocalom, a experiência permitiu aos estudantes conhecer de perto uma atividade que vem ganhando força no estado.

“Então, não tenho dúvida nenhuma, eles estão saindo daqui cientes de que é um grande negócio o café aqui no nosso estado do Acre”, concluiu.

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