Pela primeira vez no Acre, a Carreta Agro pelo Brasil, uma das atrações da Expoacre 2025, recebeu nesta sexta-feira (1) dois especialistas jurĂdicos para um ciclo de palestras voltado ao setor rural.
Com temáticas essenciais para o produtor, os debates foram conduzidos pelos advogados Rhuan Oliveira e Rodrigo Costa, assessores jurĂdicos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Produtores rurais acompanharam palestras jurĂdicas na Carreta Agro pelo Brasil, que estreou na Expoacre com debates sobre legislação trabalhista e tributária no campo/Foto: ContilNet
Rodrigo Costa abriu o encontro com a palestra “Legislação Trabalhista Rural para Produtores – Destaque NR31”. Segundo ele, o objetivo foi esclarecer dúvidas e orientar os produtores sobre a segurança e saúde no ambiente de trabalho rural.
“Falamos sobre como aprimorar as ações já realizadas pelo produtor e garantir que os trabalhadores tambĂ©m cumpram as normas existentes. Tudo isso impacta diretamente na segurança jurĂdica e na saĂşde do campo”, explicou.
Na sequência, Rhuan Oliveira apresentou o tema “Apontamentos Tributários sobre Arrendamento e Parceria Rural”. Ele destacou a importância de entender as diferenças entre esses contratos e as implicações fiscais de cada um.
“Hoje a Receita Federal tem voltado a atenção para esse tipo de contrato, então o produtor precisa saber como se proteger. Também queremos ouvir sugestões para melhorar a legislação atual”, afirmou.

Com foco na capacitação do setor rural, a Carreta Agro levou informação tĂ©cnica e orientações jurĂdicas gratuitas para quem atua no agronegĂłcio acreano/Foto: ContilNet
A Carreta do Agro Ă© uma iniciativa do Sistema CNA/Senar e percorre o paĂs promovendo capacitações e disseminação de conhecimento tĂ©cnico e jurĂdico voltado ao campo.
“Ela oferece uma imersĂŁo audiovisual incrĂvel, oficinas práticas, palestras e cursos. É uma oportunidade para o produtor se atualizar e aprimorar a gestĂŁo da propriedade”, destacou Rodrigo.
Para Rhuan, o maior impacto Ă© o intercâmbio de saberes. “NĂŁo Ă© sĂł levar informação. A gente aprende com as realidades locais, com os desafios enfrentados por cada regiĂŁo do paĂs. E, muitas vezes, o que o produtor ouviria sĂł pagando um advogado, ele acessa gratuitamente aqui. Isso Ă© inclusĂŁo e fortalecimento do setor”, concluiu.


