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Casos de SRAG crescem 40% em 2026 e internações registram aumento

Por Maria Fernanda Arival, ContilNet 21/05/2026 às 16:00
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Acre já registrou mais de mil casos de SRAG nos primeiros meses do ano/Foto: Reprodução

Dados do boletim de síndromes respiratórias da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), divulgado em 15 de maio, mostra o número de casos e internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

De acordo com o boletim, os casos de SRAG apresentaram um aumento significativo entre a Semana Epidemiológica 1 e 17, comparado com o mesmo período de 2025.

No ano anterior, foram registrados 797 casos e, em 2026, foram 1.117 notificações, equivalente a um aumento de 40%.

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“No ano atual os dados mostram aumento significativo das internações por SRAG, a partir da Semana epidemiológica 02, início de oscilações no número das notificações com maior pico registrado na SE-09, mês de março, com 81 casos. As notificações seguem em alta em relação aos anos anteriores, no mesmo período analisado, com base nesses dados temos um cenário de alerta contínuo para as unidades de internação do estado”, diz o boletim.

O documento aponta, ainda, que crianças de 0 a 9 anos e os idosos acima de 60 anos continuam sendo as faixas etárias mais suscetíveis, mais afetadas e com maiores taxas de internação.

De acordo com o boletim, a situação epidemiológica da SRAG está caracterizado por aumento nas hospitalizações, impulsionado principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório, Rinovírus e Influenza A. O crescimento nas internações mostra que o estado atingiu nível de alerta, no indicador geral de SRAG, principalmente nas hospitalizações de crianças pequenas.

Neste ano, as coletas realizadas em pacientes hospitalizados com SRAG, os resultados mostram VSR, Rinovírus, Influenza A, Influenza A (H1N1), Influenza A não subtipado, Sars-CoV-2, Adenovírus, H3/Sazonal, Metapneumovírus, Influenza A (H3N2), Influenza A não subtipável, Parainfluenza 1 e Bocavírus nos pacientes hospitalizados com diagnóstico de Pneumonia, Bronquite e Bronquiolites.

A manutenção da vacinação é destacada como medida crucial, especialmente para os grupos de risco, a saber os menores de 9 anos, pessoas acima de 60 anos e pacientes imunosuprimidos.

 

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