Classificação de PCC e CV como terroristas muda relação entre Brasil e EUA

Decisão de Washington vai além do combate ao crime organizado e amplia alcance de sanções

Por Redação ContilNet 30/05/2026 às 15:48
Mais de 50 serviços foram ofertados durante a Jornada da Inclusão em Rio Branco Ação reuniu atendimentos de saúde, emissão de documentos, assistência social e atividades de lazer voltadas a pessoas com deficiência e suas famílias Quem participou da terceira edição da Jornada da Inclusão, realizada neste sábado (30), na Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo, em Rio Branco, encontrou uma ampla rede de atendimentos concentrada em um único espaço. Ao todo, mais de 50 serviços foram disponibilizados à população por meio da atuação integrada de órgãos estaduais e instituições parceiras. A iniciativa, promovida pelo governo do Acre por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) e da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), teve como foco ampliar o acesso das pessoas com deficiência a serviços essenciais de saúde, cidadania e assistência social. Entre os atendimentos ofertados estavam consultas médicas especializadas, vacinação, emissão e regularização de documentos, orientações sobre programas sociais, atendimentos psicossociais, serviços de registro civil, defesa do consumidor e ações voltadas à inclusão de pessoas com deficiência e com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A emissão de documentos esteve entre os serviços mais procurados durante o evento. Também houve atendimentos voltados à segurança alimentar e orientações sobre benefícios sociais, como o Programa Bolsa Família. Na área da saúde, crianças e adultos tiveram acesso a consultas em especialidades como neuropediatria, pediatria e outros atendimentos voltados ao acompanhamento de pessoas com deficiência. A proposta foi reunir diferentes serviços em um único local, facilitando o acesso das famílias. A programação contou ainda com espaços sensoriais, atividades recreativas e ações de lazer para crianças, proporcionando momentos de acolhimento e integração para os participantes. Participaram da Jornada da Inclusão órgãos e instituições como a Defensoria Pública do Estado, Polícia Civil, Organização em Centros de Atendimento (OCA), Procon, Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre (Ageac), Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM) e diversas secretarias estaduais. A ação chegou à sua terceira edição com a proposta de aproximar os serviços públicos das pessoas com deficiência e de suas famílias. — Foto: Reprodução

A decisão dos Estados Unidos de enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras pode ter impactos muito além do combate ao crime organizado. Para especialistas, a medida inaugura uma nova fase na relação entre Washington e a América Latina, marcada pela ampliação do conceito de terrorismo e pelo fortalecimento da agenda de segurança como instrumento de política externa. As informações são do Metrópoles.

Anunciada pelo governo de Donald Trump, a classificação coloca as duas maiores facções criminosas do Brasil no mesmo sistema de sanções utilizado contra grupos considerados ameaças à segurança nacional norte-americana. A partir de junho, PCC e CV passarão a integrar listas que permitem o bloqueio de ativos, restrições financeiras e punições contra pessoas ou empresas que mantenham vínculos com integrantes das organizações.

Na prática, o alcance da medida ultrapassa as fronteiras brasileiras. Segundo autoridades norte-americanas, qualquer indivíduo ou instituição que ofereça apoio material ou realize transações com membros das facções poderá ser alvo de sanções, processos criminais e até restrições migratórias.

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O movimento ocorre em meio a uma mudança mais ampla na estratégia de segurança dos Estados Unidos. A nova doutrina antiterrorismo da Casa Branca passou a tratar organizações criminosas transnacionais, especialmente ligadas ao narcotráfico, como ameaças comparáveis a grupos terroristas internacionais.

Para analistas, a América Latina voltou a ocupar posição central na política de segurança norte-americana. Questões como narcotráfico, migração, crime organizado e influência geopolítica passaram a ser tratadas de forma integrada dentro da estratégia dos EUA para o hemisfério.

A decisão também gerou reações no Brasil. Enquanto aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro comemoraram a medida, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou preocupação com possíveis efeitos sobre a soberania nacional e defendeu o fortalecimento da cooperação internacional sem a necessidade de classificar facções brasileiras como grupos terroristas.

Conteúdo Original / Fonte: Metrópoles

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