Com um pĂ© fora do MDB, Bittar assegura: “NĂŁo há o que me afaste da candidatura da Márcia”

Por Pimenta No Reino 14/07/2021 Ă s 18:23
Senador Márcio Bittar/Foto: ContilNet

Quase fora

“Eu nĂŁo estou desconfortável e nem estou querendo sair do MDB”, me confessou hoje o senador Marcio Bittar. PorĂ©m, devido as circunstâncias que o cenário eleitoral está se desenhando para 2022, Bittar nĂŁo nega uma possĂ­vel saĂ­da da legenda.

Saiu dos trilhos

Para Bittar, logo apĂłs a vitĂłria da frente que elegeu a entĂŁo oposição para os principais cargos do Estado, o ideal seria que o grupo se mantivesse unido. “O natural seria que o Gladson viesse para reeleição, o Rocha para o Senado, e o MDB, que elegeu um senador, trĂŞs deputados estaduais e dois federais, tinha todo o direito de pleitear a vice. Isso era uma construção, foi a avaliação que eu fiz em 2018”. O que o senador nĂŁo esperava era o racha entre os protagonistas das eleições.

Tudo mudou

Apesar das brigas e rachas na base governista, Bittar foi diplomático, “cada um fez aquilo que achou que deveria fazer. Eu nĂŁo estou aqui pra julgar”. Mas no curso que as coisas tomaram, a situação mudou. E agora, já que cada um tomou seu rumo, o senador tambĂ©m optou por tomar o seu: pleitear a candidatura de sua ex-mulher, Márcia Bittar, ao Senado Federal em 2022.

O inĂ­cio

O senador revelou que a ideia de lançar Márcia para o senado surgiu em 2019, durante uma conversa dele com o presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro e o senador Eduardo Gomes (MDB/TO), que acabava de ser nomeado lĂ­der do governo no Congresso. “Ficou claro ali que pra quem apoia o que o Bolsonaro representa pro paĂ­s, nĂŁo bastava o governo e a reeleição, teria que mudar a correlação de forças no Senado. A partir dali começamos a ver, num grupo informal, quem teria condições de disputar uma vaga para o Senado nos estados, para mudar essa correlação. Sem isso, nĂŁo conseguimos fazer as mudanças que precisam ser feitas na educação, segurança pĂşblica e no rigor das leis ambientais que pesam sobre nĂłs”.

ConsequĂŞncia

E justo por defender a candidatura, Ă© que Bittar trata a possĂ­vel saĂ­da dele do MDB como uma consequĂŞncia, e nĂŁo uma vontade. É que ainda ontem, a direção nacional do partido deu o aval para que a deputada federal JĂ©ssica Sales dispute a Ăşnica vaga ao Senado pelo Acre. “Eu nĂŁo tenho como nĂŁo estar ao lado da Márcia. A conheço bem, sei de sua retidĂŁo moral, Ă© conhecedora do Estado, tem mais de 33 anos de Acre. Tudo que eu fiz na polĂ­tica, ela esteve do meu lado”, confessou.

Lados opostos

Apesar da iminente disputa, Bittar disse entender o lado do partido, mas reafirmou seu compromisso com Márcia. “NĂŁo tem como eu estar apoiando uma candidatura para o Senado e o partido outra. Eu respeito a JĂ©ssica Sales, gosto dela e desejo sorte. Mas a minha candidata Ă© a Márcia, por ela vou fazer tudo que tiver ao meu alcance”.

Incomodo

Outro fator que pode fazer o senador procurar outra sigla Ă© o comportamento do MDB no Senado. “Saber que mesmo de forma indireta eu contribuo para que o Renan (Calheiros) seja o relator dessa CPI mentirosa, que nasce mentindo, que tenta criminalizar o presidente Bolsonaro todos os dias, isso sim me incomoda”, reclamou. Bittar alega que mesmo sendo amigo do lĂ­der do MDB, Eduardo Braga (MDB/AM), Renan se tornou a principal representação do MDB no Senado, “e eu nĂŁo me sinto representado”.

Com calma

Embora as eleições do ano que vem já estejam batendo na porta, Bittar garante que nĂŁo tem pressa pra resolver se sai ou nĂŁo do partido, mas garante: “nĂŁo há nada que me afaste da candidatura da Márcia”.

NĂŁo muda

Mesmo com todo esse imbróglio político eleitoral, Bittar fez questão de dizer que independente dele estar satisfeito ou não com a política partidária no Acre, o dever dele é de lutar por recursos para o Estado e isso não muda em hipótese alguma.

Finalmente

Depois do governador Gladson Cameli (Progressistas) ter afirmado por diversas vezes que a médica Paula Mariano substituiria Alysson Bestene na Sesacre, só hoje a nomeação foi oficializada com a publicação no Diário Oficial. A até então secretária interina, Muana Araújo, passa a ser a secretária adjunta de Saúde.

Abacaxi

E já no primeiro dia sob o comando da pasta, a nova secretária teve que lidar com um tremendo abacaxi, uma operação da Polícia Federal. A operação “Busdoor” apura possíveis irregularidades na contratação, pela Sesacre, de campanhas publicitárias de combate ao novo coronavírus. Em nota, a médica disse que a secretaria ainda não foi notificada pela PF e manifestou apoio às investigações.

Nomeado

O ex-vereador de Brasileia, Joelso Pontes, é agora chefe de Departamento na Secretaria Extraordinária de Assuntos Governamentais, pasta de Alysson Bestene. Filiado ao Progressistas, Joelso é indicação da senadora Mailza Gomes.

Viajou

Apesar das denúncias de assédio sexual que pesam contra o secretário municipal de Saúde, Frank Lima, o gestor foi autorizado pelo prefeito Tião Bocalom (Progressistas) para ir até Brasília (DF), nesta quarta-feira (14), participar de uma reunião do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (Conasems). As diárias e passagens serão pagas pelo executivo municipal e o retorno do secretário está previsto para o dia 17, sábado.

ConteĂşdo Original / Fonte: THIAGO CABRAL, DO CONTILNET

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