O corpo do idoso Rosemildo Carmo da Silva, de 65 anos, foi encontrado em avançado estado de decomposição na noite desta terça-feira (7), dentro da residência onde morava, localizada na Rua México, no bairro Baixada da Habitasa, em Rio Branco.
Segundo informações repassadas por familiares, Rosemildo era dependente químico e enfrentava diversos problemas de saúde. Ele morava sozinho e não era visto pelos vizinhos havia cerca de quatro dias. O último contato com o idoso ocorreu no último sábado, por volta do meio-dia, quando um dos sobrinhos conversou com ele.
A família relatou que o imóvel carrega um histórico marcado por tragédias. Há cerca de cinco anos, a esposa de Rosemildo morreu na residência em decorrência de uma overdose. Aproximadamente quatro anos depois, a filha do idoso também faleceu no mesmo local, igualmente por suspeita de overdose. Rosemildo era o último morador da casa, e familiares acreditam que ele também possa ter morrido em decorrência de uma possível overdose, hipótese que será investigada.
A irmã da vítima informou ainda que, antes dessas ocorrências, outras mortes já haviam sido registradas no imóvel, que pertence a ela. Abalada com a situação, a mulher preferiu não entrar na residência e afirmou que decidirá posteriormente qual destino dará ao imóvel.

Vizinhos relataram ausência de contato com a vítima desde o último sábado na Rua México/Foto: ContilNet
Vizinhos acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após sentirem um forte odor vindo da casa. No local, a equipe médica apenas constatou o óbito.
Policiais militares isolaram a área até a chegada da equipe da Polícia Técnico-Científica e do Instituto Médico Legal (IML), que realizou a perícia e o recolhimento do corpo para exames cadavéricos. O laudo pericial, que deverá apontar a causa da morte, tem prazo de aproximadamente 30 dias para ser concluído.
De acordo com as primeiras avaliações realizadas no local, a morte aparenta ter ocorrido por causas naturais ou outra causa sem indícios de violência, já que não foram encontradas perfurações ou lesões aparentes no corpo, que já se encontrava em avançado estado de decomposição.
Agentes da Equipe de Pronto Emprego (EPE) da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) também estiveram no endereço realizando os primeiros levantamentos. As informações coletadas serão encaminhadas à especializada, que acompanhará o caso até a conclusão dos laudos periciais.
