RB fica em 22º lugar em ranking que mede progresso social de capitais

Município acumulou pontuação de 63,44 em escala até 100; Curitiba lidera levantamento nacional e Porto Velho fica em último

Por Fhagner Soares, ContilNet 20/05/2026 às 06:31 Atualizado: há 1 hora

O estado do Acre e a capital, Rio Branco, registraram desempenhos críticos na edição de 2026 do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil, levantamento nacional divulgado nesta quarta-feira (20). O estudo, que avalia de forma multidimensional a qualidade de vida, o bem-estar e o acesso a oportunidades nas 27 capitais e nos 26 estados da federação, posicionou os entes federativos acreanos nas faixas inferiores de desenvolvimento socioambiental do país.

No recorte que examina especificamente as sedes administrativas estaduais, Rio Branco aparece fixada na 22ª colocação do ranking das capitais, acumulando uma nota de 63,44 pontos em uma escala analítica que varia de 0 a 100. O resultado local está alinhado à média geral calculada para o território brasileiro neste ano, que se estabeleceu em 63,40 pontos após registrar uma evolução sutil em relação ao ciclo anterior.

A situação geográfica e estatística da capital acreana reflete o panorama observado na Amazônia Ocidental, região que concentra alguns dos menores índices do país. No topo da tabela das capitais, Curitiba (PR) lidera com 71,29 pontos, seguida por Brasília (DF), com 70,73, e São Paulo (SP), com 70,64. A disparidade entre a capital paranaense e a última colocada, Porto Velho (RO), que amarga a lanterna com 58,59 pontos, ultrapassa a barreira dos 12 pontos percentuais.

Posicionamento das Capitais da Região Norte no IPS

  • Palmas (TO): 68,91

  • 19º Boa Vista (RR): 64,49

  • 20º Manaus (AM): 63,91

  • 21º Belém (PA): 63,90

  • 22º Rio Branco (AC): 63,44

  • 26º Macapá (AP): 59,65

  • 27º Porto Velho (RO): 58,59

Desempenho estadual aponta o Acre em 25º lugar

A avaliação que pondera o desempenho médio dos estados reforça o cenário de vulnerabilidade estrutural da região. O Acre ocupa a 25ª posição entre as 27 unidades federativas brasileiras, superando numericamente apenas o Maranhão (26º) e o Pará, que obteve a última colocação geral do ranking nacional (27º).

O bloco com os melhores índices de progresso social do país é encabeçado pelo Distrito Federal, seguido de perto por São Paulo e Santa Catarina. Na análise por divisões geográficas, o Distrito Federal lidera no Centro-Oeste, São Paulo desponta no Sudeste, Santa Catarina retém o topo no Sul, a Paraíba se sobressai na região Nordeste e o Tocantins registra a melhor média avaliativa entre os estados que integram a Região Norte.

O IPS Brasil baseia-se em uma metodologia internacional que descarta indicadores puramente econômicos, como o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, concentrando-se na mensuração de 57 indicadores sociais e ambientais finalísticos. O modelo matemático monitora o nível de atendimento a necessidades humanas básicas e analisa dados consolidados relativos à segurança pública, condições de moradia habitacional, universalização do acesso à saúde básica, qualidade da educação, taxas de inclusão social e volume de oportunidades disponíveis para o desenvolvimento da população.

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