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Empresa sabia de fenômeno que movimenta terra antes de iniciar obra da ponte que caiu, diz sócio

Por Everton Damasceno, ContilNet 09/06/2026 às 12:45

Em um novo desdobramento sobre o desabamento da ponte Padre Paolino Baldassari, o empresário Raul Santos, um dos sócios da Construtora Cidade, revelou que a empresa já tinha conhecimento sobre a ocorrência de fenômenos de movimentação de terra na região antes do início das obras. No entanto, o empreiteiro justificou que a precisão sobre onde e quando esses eventos geológicos acontecem é uma incógnita para a engenharia.

Ao ser questionado se havia previsibilidade para o colapso ocorrido na última sexta-feira (5), Santos foi direto ao confirmar a existência do risco na área, mas ressaltou a complexidade do monitoramento.

Raul Santos afirma que a empresa conhecia a instabilidade geológica da região/ Foto: Gleison Junior/ Orna Audiovisual

“Não. Esse fenômeno, a gente sabe que existe, tá? Mas… ele é de difícil detecção do local exato e do momento, tá?”, explicou o sócio da construtora.

Comparação com outras obras na região

Para defender a qualidade técnica dos projetos executados pela empresa no Acre, Raul Santos citou como exemplo a manutenção de outra estrutura na região, que, segundo ele, foi submetida a critérios semelhantes e permanece intacta por não ter sido atingida pelo mesmo evento geológico.

“Por exemplo, a ponte ali do Rio Iaco na [BR-]364 ali, né? Fomos nós que fizemos a reforma dela, tá? Essa ponte de ferro aqui. Nós é que fizemos toda a reforma dela e tudo e hoje nós, inclusive nós passamos ali, a ponte tá íntegra, tá perfeita, entende? Porque naquele local não ocorreu esse tipo de fenômeno”, comparou o empresário.

A declaração ocorre em um momento de forte pressão pública, visto que a ponte Padre Paolino Baldassari foi entregue em 2023 a um custo de quase R$ 40 milhões. A estrutura encontra-se dentro do prazo contratual de cinco anos de garantia.

Diante do cenário, o proprietário da empreiteira reforçou que a prioridade total do corpo técnico enviado a Sena Madureira — que inclui geólogos e engenheiros estruturais — é destrinchar os fatores que levaram ao sinistro o mais rápido possível.

“Realmente é um fato assim que nós temos que entender melhor as causas, né? E vamos procurar, num mais curto espaço de tempo, dar respostas”, concluiu Raul Santos.

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