Técnicos do Estado iniciam vistoria em casas perto de ponte que caiu no Acre

Além do suporte humanitário, Executivo estadual entra com ações na Justiça para restabelecer mobilidade urbana no município

Por Fhagner Soares, ContilNet 07/06/2026 às 12:37
Equipes técnicas permanecem plantonistas na região para checar se houve abalos estruturais em moradias/ Foto/ Foto: Neto Lucena/Secom

Uma força-tarefa de assistentes sociais e técnicos do governo do Acre inicia, no decorrer deste domingo (7), um mapeamento estrutural e socioeconômico de todas as famílias que residem nas proximidades da ponte Frei Paolino Baldassari, que desabou na última sexta-feira (5) em Sena Madureira, no interior do estado. O objetivo imediato da ação de campo é identificar impactos sociais decorrentes do acidente e traçar um plano de contingência para o perímetro urbano afetado.

Por determinação da governadora em exercício, Mailza Assis, as equipes técnicas foram fixadas por tempo indeterminado no município. O foco dos trabalhos deste domingo concentra-se em vistoriar as habitações situadas nas duas margens do rio e prestar acolhimento direto aos moradores. Até o momento, os levantamentos preliminares da Defesa Civil Estadual indicam que nenhuma casa foi atingida de forma direta pela queda dos blocos da estrutura de concreto e madeira, mas o risco de abalos secundários segue em análise.

O titular da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), João Paulo Silva, que se deslocou à cidade logo após o desabamento, explicou que o trabalho deste domingo servirá como base para eventuais remoções preventivas.

“Estamos aguardando os relatórios oficiais do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil para verificar se haverá necessidade de interdição de imóveis próximos à área do acidente. Caso haja recomendação de interdição de residências ou identificação de novas demandas sociais, estamos preparados para ampliar o atendimento”, afirmou o secretário.

De acordo com o balanço ministerial atualizado, uma família que reside na zona de influência do desabamento já solicitou suporte formal do Estado e foi inserida nos programas de atendimento socioassistencial. Os técnicos enviados pela pasta atuarão de forma integrada com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros no monitoramento de áreas de risco durante todo o dia.

Em pronunciamento oficial, a governadora Mailza Assis destacou a necessidade de centralizar os esforços governamentais no amparo humanitário imediato às vítimas e testemunhas do colapso da ponte.

“Desde o primeiro momento, determinamos que toda a estrutura do Estado fosse colocada à disposição para atender as vítimas e dar suporte às famílias. Garantir assistência, acompanhar cada situação de perto e oferecer todas as condições necessárias neste momento tão delicado para Sena Madureira é muito importante”, declarou.

Em paralelo ao mutirão de assistência humanitária coordenado pela SEASDH, a Procuradoria-Geral do Estado e os órgãos de controle interno instauraram um procedimento administrativo rigoroso. O expediente técnico visa apurar as causas estruturais que provocaram o colapso da ponte Frei Paolino Baldassari, além de delimitar eventuais responsabilidades civis e contratuais pelo sinistro.

O governo do Acre informou também que adotou uma série de medidas judiciais e administrativas de caráter emergencial para tentar mitigar os problemas de mobilidade urbana gerados pelo isolamento das duas margens do rio. As providências envolvem a articulação logística com a prefeitura local para a implementação de rotas alternativas de transporte e a manutenção de serviços básicos de segurança e saúde para as comunidades isoladas pelo desabamento.

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