A comunidade escolar do Colégio Estadual Barão do Rio Branco vive um momento de mobilização e solidariedade após o afastamento da diretora Maria Vanilda Silva de Sousa.
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Os estudantes também anunciaram a realização de um protesto nesta quinta-feira (14), às 12h, no semáforo localizado entre o Colégio Estadual Barão do Rio Branco e a Prefeitura de Rio Branco.
De acordo com os organizadores, o ato tem como objetivo chamar a atenção das autoridades e da comunidade para o afastamento da diretora da unidade e reforçar o pedido por transparência e esclarecimentos da Secretaria de Educação.
Segundo a ex-estudante Maria Eduarda, a decisão foi recebida com surpresa e causou forte comoção dentro da escola. A ex-aluna, participante do grupo PROTAC e representante dos estudantes, afirmou que a comunidade considera a penalidade “abrupta” e desproporcional diante da situação apresentada.
“Queremos respostas plausíveis da secretaria. Ao nosso ver, o que aconteceu não justificaria uma penalidade tão bruta. Esperávamos algo mais simples, uma advertência ou uma medida menor”, declarou a representante estudantil.
Os alunos também iniciaram um abaixo-assinado em defesa da gestora e da própria instituição. De acordo com os organizadores, o movimento já reúne mais de 400 assinaturas, número que se aproxima de 500 apoios entre pais, estudantes, funcionários e membros da comunidade escolar.
Além da coleta de assinaturas, os estudantes anunciaram a realização de uma manifestação em frente à escola. A mobilização, organizada pelos próprios alunos, pretende chamar a atenção das autoridades e da sociedade para o caso.
“A gente quer defender não só o nome da nossa diretora, Maria Vanilda Silva de Sousa, mas também a nossa escola. Queremos mostrar que temos voz”, afirmou a estudante.
Ainda segundo os representantes do movimento, a iniciativa partiu dos próprios alunos, que procuraram a liderança estudantil para organizar ações em apoio à diretora.
“Nós não vamos ficar calados diante de uma causa que consideramos justa. A escola inteira está solidarizada com ela, principalmente pelo trabalho que realizou na nossa instituição”, reforçou.
Além da mobilização dos estudantes, a comunidade escolar também questiona a versão apresentada oficialmente pela Secretaria de Educação. Segundo os alunos, uma nota foi enviada pela secretaria a uma emissora de comunicação, mas o conteúdo não esclareceu os motivos da destituição da diretora.
De acordo com os representantes estudantis, a situação teria ocorrido durante uma obra na cozinha do colégio. Conforme o relato dos alunos, o coordenador administrativo solicitou a realização de um pagamento para que a obra pudesse ser concluída. Confiando na orientação administrativa, a gestora Maria Vanilda Silva de Sousa autorizou o pagamento, e a obra foi finalizada.
A representante do PROTAC afirma que a secretaria estaria tratando o caso como uma irregularidade grave, o que motivou a destituição da diretora. A comunidade escolar discorda da medida e considera a punição desproporcional.
“A destituição dá a entender como se tivesse acontecido algo muito grave, como desvio de dinheiro ou algo parecido. Mas a obra foi concluída. Nós esperávamos, no máximo, uma advertência, não uma penalidade tão extrema”, afirmou a representante estudantil.
Os alunos também cobram mais transparência por parte da Secretaria de Educação e pedem diálogo direto com a comunidade escolar.
“A gente não quer apenas uma nota para imprensa tentando justificar a situação. Queremos respostas claras, transparentes, e queremos que a secretaria venha até o nosso manifesto conversar com a comunidade escolar”, finalizou.





