ContilNet Notícias
Destaque 2

Falso policial civil preso no Acre já tinha várias passagens pela Justiça

Por Ricardo Amaral, ContilNet Fonte: Ricardo Amaral, ContilNet 02/07/2026 às 08:39
Falso policial civil preso em Sena tinha várias passagens pela Justiça

Em relação ao armamento apreendido, a Polícia Civil esclareceu que se tratava de um simulacro | Foto: Reprodução

As investigações da Polícia Civil revelaram que o homem preso em Sena Madureira por se passar por policial civil possui um extenso histórico de ocorrências criminais. Identificado como Carlos Eduardo Zorzan, de 51 anos, ele já havia sido alvo de pelo menos dez procedimentos policiais no Estado de São Paulo, além de responder a um processo relacionado à legislação de trânsito em Mato Grosso do Sul.

De acordo com o delegado Rêmulo Diniz, responsável pelas investigações, a presença do suspeito começou a despertar desconfiança após moradores relatarem que ele circulava uniformizado como policial civil, afirmando pertencer à corporação paulista. Ainda segundo as denúncias, ele estaria oferecendo serviços de segurança privada e adotando comportamentos considerados incompatíveis com a função que dizia exercer.

Após receber as informações, equipes da Polícia Civil localizaram o suspeito em um supermercado da cidade. No momento da abordagem, ele utilizava equipamentos que reforçavam a falsa identidade, entre eles uma capa de colete tático, algemas, rádio comunicador, distintivos e outros acessórios com identificação da Polícia Civil de São Paulo.

Preso ao coldre, havia ainda um objeto semelhante a uma arma de fogo. Os policiais solicitaram a apresentação da carteira funcional, mas Carlos Eduardo informou que o documento estaria em sua residência. Diante da insistência para comprovar sua identidade e da recusa em atender às determinações da equipe, ele foi conduzido à delegacia, onde ficou comprovado que nunca integrou os quadros da Polícia Civil.

Durante a apuração, a polícia verificou que o suspeito possui antecedentes por crimes como estelionato, apropriação indébita, violência doméstica e outras infrações registradas em São Paulo.

Em relação ao armamento apreendido, a Polícia Civil esclareceu que se tratava de um simulacro. No entanto, a ponta laranja, exigida por lei para identificar esse tipo de objeto, havia sido removida, fazendo com que ele se assemelhasse ainda mais a uma arma verdadeira. As investigações também apontaram que Carlos Eduardo veio para Sena Madureira após iniciar um relacionamento com uma mulher conhecida por meio das redes sociais.

O acusado permanece à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia, quando serão definidos os próximos encaminhamentos do caso. Ele foi autuado pelo crime de uso indevido de símbolos e identificações oficiais, infração cuja pena pode variar de dois a seis anos de prisão.

Sair da versão mobile