Funcionária de farmácia é indiciada após morte de homem que recebeu injeção

Após ficar internado por dois dias, Maiko precisou ser transferido de avião

Por Redação ContilNet 04/07/2026 às 08:47
Além da investigação da Polícia Civil, o caso também é acompanhado pelo Ministério Público | Foto: Reprodução

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte de Maiko Oliveira França, de 31 anos, e indiciou uma funcionária de uma farmácia de Tarauacá pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O caso agora será analisado pela Justiça.

Maiko morreu no dia 22 de março, quatro dias após receber uma injeção intramuscular em uma farmácia da cidade. De acordo com a investigação, ele apresentou uma grave infecção que evoluiu rapidamente. A causa da morte foi apontada como sepse associada à fasciíte necrosante, uma doença grave que destrói tecidos e pode comprometer órgãos importantes do corpo.

Conforme relatos da família, Maiko procurou a farmácia no dia 18 de março porque estava com tontura. Após pedir orientação sobre um medicamento, recebeu a aplicação de uma injeção na região do glúteo. Nos dias seguintes, seu estado de saúde piorou.

Ainda segundo os familiares, ele voltou ao estabelecimento no dia seguinte reclamando de fortes dores, mas recebeu apenas um spray para aliviar os sintomas. No dia 20 de março, com o agravamento do quadro, incluindo dores intensas e hematomas, procurou atendimento no hospital de Tarauacá.

Após ficar internado por dois dias, Maiko precisou ser transferido de avião para o Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul. Ele chegou à unidade em estado grave e morreu no dia 22 de março.

Além da investigação da Polícia Civil, o caso também é acompanhado pelo Ministério Público do Acre (MP-AC), que abriu procedimentos nas áreas criminal e cível para apurar as circunstâncias da morte. O Conselho Regional de Farmácia do Acre (CRF-AC) também realiza uma apuração sobre o atendimento prestado.

A viúva de Maiko, Soraya Neri, afirmou que espera que a Justiça responsabilize a pessoa envolvida no caso. Segundo ela, a família ainda enfrenta dificuldades para lidar com a perda, especialmente os filhos do casal.

Soraya contou que Maiko era o principal responsável pelo sustento da casa e que, desde sua morte, a situação financeira ficou ainda mais difícil. Ela disse que atualmente sobrevive com o benefício do Bolsa Família e lamentou que o filho mais novo, que era um bebê quando o pai morreu, crescerá sem conhecê-lo.

Maiko deixou três filhos, de 10 anos, 8 anos e um bebê de um mês. Na época da morte, familiares e amigos chegaram a realizar um protesto em Tarauacá para cobrar rapidez nas investigações e punição aos responsáveis.

Conteúdo Original / Fonte: G1 Acre

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