Funcionários denunciam atrasos salariais e cobram FGTS de terceirizada

O gerente afirmou que a empresa reconhece os atrasos salariais registrados em alguns contratos

Por Redação ContilNet 13/07/2026 às 10:17
Empresa se posicionou sobre os atrasos salariais/Foto: Reprodução

Funcionários da empresa terceirizada Asa, que presta serviços para entes públicos e privados, denunciaram atrasos recorrentes no pagamento dos salários e também questionaram a regularidade dos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Segundo relatos encaminhados à reportagem do ContilNet, os atrasos ocorrem desde o início deste ano. De acordo com um dos denunciantes, os salários, que deveriam ser pagos até o quinto dia útil de cada mês, estariam sendo depositados somente após os dias 10, 11 ou até 12.

“Todo mês é a mesma situação. A gente trabalha e não recebe na data certa. Quem mora de aluguel acaba se prejudicando porque os compromissos não esperam. A empresa também não dá uma resposta concreta sobre quando vai pagar”, afirmou um funcionário.

Os trabalhadores também alegam que os depósitos do FGTS estariam sendo realizados com atraso.

Procurado pela reportagem, o gerente da Asa, Sérgio Bruno, negou que existam pendências relacionadas ao FGTS e afirmou que todos os depósitos estão sendo realizados regularmente.

Segundo ele, a empresa possui a documentação que comprova os pagamentos e destacou que a regularidade do FGTS é uma exigência para que a empresa continue recebendo pelos contratos firmados com órgãos públicos.

Em relação aos salários, Sérgio Bruno reconheceu que há atrasos em alguns contratos, mas explicou que o problema atinge parte dos cerca de 300 funcionários da empresa.

“Em relação ao FGTS, hoje os nossos FGTS eles são todos pagos, inclusive com comprovações. Porque se a gente não tiver o pagamento do FGTS, a gente não tem os recebimentos pelas secretarias. A gente não tem como receber de outras secretarias, vamos dizer assim, que honra com os compromissos perante aquelas que hoje estão em falha com a gente com a empresa”, informou.

Segundo ele, a situação é consequência de dificuldades financeiras provocadas pela falta de atualização dos contratos mantidos com alguns órgãos públicos, que ainda estariam sendo pagos com valores de 2024, apesar dos reajustes salariais concedidos aos trabalhadores em 2026.

O gerente ressaltou que a empresa repassa os reajustes previstos nas convenções coletivas assim que entram em vigor, mesmo antes de receber a recomposição financeira dos contratos.

“Hoje a gente tem dificuldade em recebimento e em reajuste salarial. Dentre esses contratos que eu estou citando, são dois, porque realmente eu não sei qual seria a origem da denúncia, mas são dois contratos em que a gente, hoje, não teve alinhamento relacionado aos reajustes anuais. Eu não estou atribuindo, nem me isentando, como empresa, da responsabilidade de pagar dentro do quinto dia útil. Mas, infelizmente, eu não tive, inclusive, reconhecimento, hoje, das secretarias responsáveis sobre tais atrasos, referente ao salário de 2024, e pago referente ao salário de 2026. Diferente de muitas outras empresas, a gente atualiza assim que a convenção coletiva sai, durante o início do ano. Então, a gente não espera a secretaria realinhar com a empresa para poder repassar esse aumento para o funcionário. A gente já faz isso de forma automática. Onde a gente recebe o ajuste da convenção, a gente repassa ao funcionário”, disse.

O gerente afirmou que a empresa reconhece os atrasos salariais registrados em alguns contratos, mas ressaltou que a situação não ocorre por falta de compromisso com os trabalhadores.

“A ASA preserva muito a questão da humanização, inclusive com o próprio funcionário. Então, não é do nosso interesse, mas, infelizmente, a gente vem tendo esses atrasos. Este mês foi o mais ativo e, inclusive, a gente já tinha ciência de que tudo isso ia chegar, que teria que se explicar em relação a alguns questionamentos que poderiam surgir.”

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