Profissionais da educação municipal de RB entram em greve nesta quarta

Paralisação é convocada pelo Sinteac e Siproacre em protesto contra três anos de perdas salariais e falta de reposição inflacionária

Por Fhagner Soares, ContilNet 19/05/2026 às 13:44 Atualizado: há 24 horas

Os profissionais da educação da rede municipal de ensino de Rio Branco decidiram paralisar as atividades por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (20). A greve geral foi confirmada de maneira conjunta pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e pelo Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal de Rio Branco (Siproacre), após áudio emitido pela Presidente do Sindicato Rosana Nascimento,  obtido com exclusividade pela redação do ContilNet.

A suspensão das atividades abrange professores, assistentes e funcionários de apoio de todas as unidades da capital, afetando o funcionamento das escolas da rede de ensino fundamental de sede, creches e instituições voltadas à educação infantil. Segundo os representantes das categorias, a decisão pelo estado de greve foi motivada pelo esgotamento das tentativas de negociação com o poder executivo municipal.

O principal eixo de reivindicação dos servidores é a recomposição do poder de compra dos salários. De acordo com os sindicatos, a categoria acumula três anos consecutivos de perdas salariais sem que a Prefeitura de Rio Branco conceda o reajuste ou a reposição inflacionária obrigatória de período.

“Já chegamos ao limite máximo. Pedimos o seu apoio, nos ajude pressionando o prefeito que mais rápido nós voltaremos aos nossos locais de trabalho. Quarta-feira, dia 20, inicia-se a greve dos profissionais em educação da rede municipal da Prefeitura de Rio Branco”, manifestou a liderança sindical em comunicado direcionado a pais, mães e estudantes.

As entidades de classe reforçaram que a rapidez no encerramento do movimento grevista e o retorno imediato das aulas dependem de uma postura de abertura por parte da administração municipal para a apresentação de uma proposta formal de recomposição financeira. A prefeitura da capital ainda não se pronunciou oficialmente sobre as medidas emergenciais para o atendimento da comunidade escolar e o fluxo de atendimento nas creches municipais durante o período de paralisação.

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