As riquezas históricas, geográficas e culturais do Acre serviram de inspiração para o ilustrador e criador de conteúdo digital Bernardo Barbosa. Em vídeo publicado em suas redes sociais, o artista apresentou a personificação do estado dentro do projeto “Panteão Brasileiro”, uma série de ilustrações que desenvolve para criar uma divindade mítica representativa para cada unidade da federação.
A entidade acreana recebeu o nome de Chico, uma homenagem direta a Chico Mendes, líder seringueiro e ícone internacional da defesa do meio ambiente. Na concepção do autor, a figura foi definida como o Deus da Lua e a entidade responsável por governar as chamadas Noites do Norte, guardando características ligadas ao isolamento geográfico e à ancestralidade regional.

Criação visual traz ferramentas de seringal e representação de artefatos arqueológicos/ Foto: Instagram
A narrativa visual criada por Bernardo Barbosa explora a particularidade do fuso horário do Acre, descrito pelo artista como “o último pedaço do Brasil a receber a luz do Sol”. Na mitologia da série, enquanto o restante do território nacional começa a despertar sob o amanhecer, o estado ainda repousa sob a proteção da divindade lunar.

Artista atua na internet e cria divindade para o Acre inspirada na floresta/ Foto: Instagram
As vestimentas do personagem foram desenhadas com base nas roupas tradicionais utilizadas historicamente pelos trabalhadores dos seringais. No cinturão do deus mitológico, há ferramentas antigas de corte e coleta da borracha adornadas com as cores vermelha, verde e amarela da bandeira acreana. Como elemento místico, a figura carrega um lampião em formato de lua cheia, cuja chama eterna tem a função de iluminar os caminhos da floresta e guiar os viajantes perdidos na mata densa durante a noite.

Narrativa valoriza o fuso horário diferenciado e a floresta amazônica/ Foto: Instagram
A porção inferior do traje do personagem exibe ilustrações inspiradas nos geoglifos, as famosas estruturas geométricas escavadas na terra por povos indígenas pré-colombianos há milhares de anos e que são consideradas patrimônios arqueológicos do Acre.

Homenagem a Chico Mendes vira inspiração para projeto de panteão mítico/ Foto: Instagram
De acordo com o roteiro do criador de conteúdo, a divindade tem a capacidade de falar com as feras e atua como uma protetora severa dos rios escuros e de todos os cidadãos que mantêm uma relação de respeito e equilíbrio com os ecossistemas amazônicos. Ao final da gravação, o ilustrador manteve a interação com os seguidores ao abrir votação para escolher qual será o próximo estado brasileiro integrado ao projeto artístico.



