O pesquisador meteorológico Davi Friale afirmou que os possíveis efeitos do fenômeno El Niño sobre o Acre são praticamente inexistentes e criticou o que classificou como “alarmismo desnecessário” em torno do tema. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais na noite deste domingo (7).
Segundo Friale, o El Niño é um fenômeno natural que ocorre há milhares de anos e continuará fazendo parte da dinâmica climática do planeta. Para ele, a preocupação excessiva com possíveis impactos no Acre não encontra respaldo nos registros históricos do clima da região.
“O El Niño existiu, vai existir sempre, em toda a história do clima terrestre. Para o Acre, Rondônia, Mato Grosso, Goiás e a parte central da América do Sul, praticamente não tem efeito”, afirmou.
De acordo com o pesquisador, caso o fenômeno se confirme nos próximos meses, os impactos mais significativos deverão ser sentidos em outras regiões do país. Ele destacou que áreas do extremo Norte da Amazônia, como Roraima, o norte do Amazonas e o norte do Pará, podem enfrentar alterações no regime de chuvas. Já o Nordeste brasileiro poderá registrar períodos de seca mais intensos.
No Sul do país, o cenário tende a ser diferente. Friale alertou para a possibilidade de aumento das chuvas, o que pode favorecer a ocorrência de enchentes e outros transtornos relacionados ao excesso de precipitação.
Para o Acre e Rondônia, entretanto, o pesquisador reforçou que os efeitos do El Niño são historicamente muito reduzidos. “Praticamente é nula a influência do El Niño”, destacou.
Friale informou ainda que está preparando um novo artigo com análises mais detalhadas sobre o fenômeno, que deverá ser publicado em suas plataformas digitais nos próximos dias.
