Quase dois anos após a tentativa de execução de Erineudo de Almeida Araújo, o caso teve um novo desfecho na Justiça. Na noite de quinta-feira (25), o Conselho de Sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar condenou três integrantes do chamado “Tribunal do Crime” por participação em organização criminosa e tentativa de homicídio. As penas somam 44 anos de prisão e serão cumpridas em regime fechado.
O juiz Álisson Braz condenou Adão Oliveira dos Santos, conhecido como “Diabão”, a 27 anos de prisão. Edirlan Santos de Lima, o “Negueba”, recebeu pena de 10 anos, enquanto Feliciano da Silva Monteiro, o “Minhoca”, foi sentenciado a sete anos. Segundo a Justiça, os três também respondem por outros crimes, entre eles homicídios.
O crime ocorreu na noite de 2 de janeiro de 2024. De acordo com as investigações, Erineudo caminhava pelo bairro Santa Inês quando foi abordado por “Diabão” e “Minhoca”. Sob ameaças, ele foi levado para uma casa abandonada no Recanto dos Buritis, onde foi submetido ao chamado “Tribunal do Crime”, estrutura utilizada por facções para julgar e decretar punições contra vítimas.
Após ser condenado à morte, Erineudo foi baleado na cabeça durante a execução. Mesmo gravemente ferido, conseguiu reunir forças para fugir correndo e escapar com vida, sendo socorrido em seguida.
A Polícia Civil identificou que Edirlan Santos de Lima teria coordenado a ação após receber a ordem de Laurisney Fidelis Mariano, conhecido como “Arrascaeta”, apontado como integrante da organização criminosa e que, à época, estaria no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, “Diabão” foi o autor do disparo, enquanto “Minhoca” participou do sequestro e conduziu a vítima até o local da execução.

