ContilNet Notícias
Destaque 2

Justiça mantém condenação de bancos por “sumiço” de dinheiro do PIX

Por Diário da Justiça 28/05/2026 às 11:15
Nova lei pune com até 5 anos de prisão quem empresta conta bancária para fraudes

Além da devolução integral dos R$ 65.890,44, a Justiça manteve indenização de R$ 8 mil por danos morais. — Foto: Reprodução

A Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) manteve a condenação de duas instituições financeiras após o desaparecimento de R$ 65,8 mil transferidos por meio de uma operação via PIX que nunca chegou à conta de destino.

Segundo o processo, o valor foi debitado normalmente da conta do cliente, mas não apareceu na conta destinatária. Diante do “sumiço” do dinheiro e da falta de solução administrativa, o consumidor acionou a Justiça.

Na decisão, os desembargadores entenderam que tanto o banco de origem quanto o banco destinatário fazem parte da mesma cadeia de fornecimento do serviço e, por isso, respondem solidariamente pelos prejuízos causados ao cliente.

O acórdão destaca que a falha no sistema PIX configura “fortuito interno”, ou seja, um risco inerente à própria atividade bancária, o que mantém o dever de indenizar. O colegiado também aplicou a Súmula 479 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que prevê a responsabilidade objetiva das instituições financeiras em situações semelhantes.

LEIA TAMBÉM: Justiça suspende construção da “Times Square paulistana”

Além da devolução integral dos R$ 65.890,44, a Justiça manteve indenização de R$ 8 mil por danos morais. Para os magistrados, o prejuízo ultrapassou um mero transtorno cotidiano, já que o consumidor ficou privado de uma quantia elevada e precisou recorrer à Justiça para tentar recuperar o valor.

A decisão também considerou o chamado “desvio produtivo do consumidor”, entendimento utilizado quando a vítima perde tempo tentando resolver problemas causados pela falha na prestação de um serviço.

Outro ponto mantido pelo Tribunal foi a multa aplicada a uma das instituições financeiras por ausência injustificada em audiência de conciliação, considerada um ato atentatório à dignidade da Justiça.

Com isso, os desembargadores decidiram, por unanimidade, negar os recursos apresentados pelos bancos e manter integralmente a sentença de primeiro grau.

Sair da versão mobile