O vereador André Kamai, do PT, confirmou nesta quarta-feira (13) que indicou um nome para a Câmara Municipal de Rio Branco após pedido do presidente da Casa, Joabe Lira. A declaração ocorre em meio à crise envolvendo a exoneração de indicados ligados ao vereador João Paulo, que deixou a cadeira para assumir a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos.
Os cargos ocupados por aliados de JoĂŁo Paulo foram preenchidos por nomes ligados a Kamai, o que provocou reação de vereadores e acusações de quebra de acordo polĂtico por parte de Joabe.
Ao comentar o assunto, André Kamai afirmou que não participou de articulações internas por cargos e disse que apenas atendeu a um pedido feito pelo presidente da Câmara.
“O presidente da Casa, há algumas semanas, falou que estava fazendo uma recomposição, pediu a indicação de uma pessoa e eu fiz uma indicação para uma nomeação na Casa”, declarou.
Kamai tambĂ©m negou que exista qualquer acordo polĂtico envolvendo a indicação.
“Eu nĂŁo estou disputando cargo, eu nĂŁo faço parte de nenhum grupo, eu nĂŁo tenho nenhum compromisso polĂtico com articulações internas da Câmara de Vereadores”, afirmou.
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O parlamentar disse ainda que não vê problema caso Joabe decida voltar atrás e exonerar o nome indicado por ele.
“Se isso é um problema, a gente resolve o problema amanhã. Basta o presidente tomar uma decisão, refazer o ato que ele decidiu fazer e está tudo em paz”, declarou.
Durante a entrevista, Kamai procurou se afastar da crise polĂtica instalada na Câmara e afirmou que sua prioridade está nos problemas da cidade.
“Eu não estou aqui atrás de cargo. Minha pauta nessa Casa são os problemas da cidade de Rio Branco e o povo de Rio Branco”, disse.
O vereador também comentou que não participa das articulações sobre futuras composições da Mesa Diretora e afirmou que só pretende discutir o assunto após as eleições.
“Eu sou minoria aqui. Os grupos que estão formados e disputam espaço na Câmara são maioria. Eu não tenho disputa de nada”, afirmou.
Kamai encerrou dizendo que o foco do mandato deveria estar em temas como segurança nas escolas, transporte público, saúde e educação, e não em disputas por cargos dentro da Câmara.

