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Kamai diz que EUA miram riquezas do Brasil ao ‘carimbar’ facções

Por Juan Vinícius, ContilNet 30/05/2026 às 11:25
André Kamai

Vereador também demonstrou preocupação com possíveis interesses econômicos relacionados à decisão/Foto: ContilNet

O vereador de Rio Branco e presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), André Kamai, comentou sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Para o parlamentar, a medida tem mais caráter político do que uma efetiva contribuição ao combate ao crime organizado.

A decisão foi anunciada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos na última quinta-feira (28). Em comunicado, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que as duas facções estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e que passarão a ser designadas como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho.

Ao comentar o tema, Kamai reconheceu a gravidade da atuação das facções criminosas no país, mas questionou as intenções por trás da medida adotada pelo governo norte-americano.

“Lamentavelmente, esse movimento é muito mais político do que um movimento de fato de colaboração com relação à segurança pública e aos problemas que a gente tem. As facções criminosas são, de fato, um dos maiores problemas que a gente tem hoje no Brasil”, disse.

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O vereador também demonstrou preocupação com possíveis interesses econômicos relacionados à decisão e defendeu que o enfrentamento ao crime organizado ocorra por meio da cooperação internacional, sem interferências na soberania nacional.

“Intervenções de interesses econômicos com relação ao Brasil, com as nossas terras raras e as nossas riquezas. Não é isso que a gente quer. Nós queremos a parceria dos Estados Unidos e de qualquer outro país do mundo que queira nos ajudar a enfrentar de forma firme o problema do crime organizado no Brasil. Agora, intervenções, criar artifícios para outras intervenções no Brasil, esse não é o melhor caminho”, declarou.

Por fim, Kamai reforçou seu posicionamento de que a iniciativa dos Estados Unidos não representa uma colaboração efetiva no combate às organizações criminosas.

“Então, lamentavelmente, os Estados Unidos estão operando do ponto de vista político e não do ponto de vista de quem quer, de fato, colaborar com a segurança pública e com o enfrentamento às facções criminosas aqui no país”, finalizou.

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