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Liderança se mede na crise, e Alysson Bestene passou no teste

Por Wania Pinheiro, ContilNet 17/07/2026 às 09:22

Foram alguns dias de silêncio, motivados por um problema de saúde que exigiu repouso e cuidados. Nesse período, meu celular ficou repleto de mensagens de amigos, leitores e pessoas queridas querendo saber o que havia acontecido. Cada demonstração de carinho e preocupação foi um incentivo a mais para a recuperação. Agora, com a graça de Deus, estou de volta, renovada e pronta para retomar este espaço de diálogo, análise e reflexão, agradecendo de coração a todos que estiveram comigo, mesmo à distância.

Agora, vamos ao trabalho.

É muito fácil posar de crítico quando a cidade está mergulhada no caos. Difícil mesmo é assumir a responsabilidade, tomar decisões e encontrar uma saída quando milhares de pessoas dependem de uma resposta imediata. Foi exatamente esse desafio que caiu no colo do prefeito Alysson Bestene.

O transporte coletivo de Rio Branco não entrou em colapso ontem. Esse é um problema crônico, resultado de décadas de improvisos, contratos problemáticos, falta de investimentos e sucessivas gestões que empurraram a solução com a barriga. Quem conhece a história da capital sabe que o sofrimento de quem depende do ônibus é antigo e não nasceu nesta administração.

Mas a crise explodiu. Com a apreensão de veículos da Ricco Transportes, o sistema praticamente parou. Trabalhadores chegaram atrasados aos seus empregos, estudantes perderam aulas, consultas médicas deixaram de ser realizadas e milhares de famílias voltaram a experimentar o velho sentimento de abandono.

Foi nesse momento que a Prefeitura decidiu agir. Em vez de discursos ou de procurar culpados, buscou uma solução na Justiça e conseguiu uma liminar que devolve mais de 80 ônibus às ruas. Não é a solução definitiva. O próprio prefeito fez questão de reconhecer isso. Mas é uma resposta concreta, capaz de reduzir drasticamente o sofrimento da população enquanto o novo sistema não entra em funcionamento.

Na política, resultados falam mais alto do que narrativas. Há quem prefira transformar qualquer dificuldade em palco para ataques e disputas eleitorais. É um direito. Mas quem acorda às cinco da manhã para trabalhar não quer saber quem fez o discurso mais bonito. Quer o ônibus passando na parada.

Alysson Bestene mostrou, nesse episódio, uma característica indispensável a qualquer gestor público: capacidade de reação. Não ficou assistindo à crise crescer nem esperou que ela se resolvesse sozinha. Enfrentou um problema complexo, buscou respaldo jurídico e apresentou uma alternativa emergencial.

Naturalmente, isso não encerra o debate. O transporte coletivo de Rio Branco continua exigindo mudanças estruturais, fiscalização rigorosa, renovação da frota e um modelo capaz de oferecer qualidade à população. O prefeito continuará sendo cobrado, e deve ser. Essa é a essência da democracia.

Mas seria desonesto não reconhecer quando uma administração consegue impedir que uma crise ainda maior se instale. Em política, há momentos em que o governante é testado pela capacidade de decidir sob pressão. E foi exatamente isso que aconteceu.

Quem governa sabe que nem sempre é possível oferecer a solução perfeita. Muitas vezes, a missão é evitar que o problema se transforme em tragédia. Foi isso que Alysson Bestene fez ao recuperar judicialmente os ônibus e recolocá-los em circulação.

A oposição continuará fazendo seu papel. O Ministério Público continuará fiscalizando. A população continuará cobrando. Tudo isso é saudável. Mas os fatos também precisam ser reconhecidos: diante da maior crise do transporte coletivo dos últimos anos, a Prefeitura não cruzou os braços. Agiu. E, quando se trata da vida de milhares de trabalhadores, agir vale muito mais do que apenas discursar.

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