A governadora do Acre, Mailza Assis, afirmou que enfrenta julgamentos mais duros por ser mulher na política e disse acreditar que sua capacidade de governar passou a ser questionada justamente por ocupar o comando do Estado. A declaração foi dada durante entrevista ao podcast Em Cena, do ContilNet, exibido nesta quarta-feira (20).
No episódio especial, Mailza falou sobre a trajetória política, o período à frente do governo e as críticas recebidas desde que assumiu o Executivo estadual. Ao ser questionada se acredita que sofre cobranças mais severas do que um homem sofreria na mesma posição, a governadora respondeu que sim.
“Imagine comigo, se fosse um homem, no meu lugar, com as condições que tenho, saindo do legado de um governo até aqui bem valorizado, com as nossas forças políticas, com um partido grande, com o direito de ser, assumindo o governo, eu imagino que ninguém estaria questionando por que, se é capaz, se não é”, afirmou.
Durante a entrevista, Mailza também citou a própria trajetória política para defender sua experiência administrativa e disse que seu histórico deveria ser levado em consideração. Ela lembrou a atuação como senadora e vice-governadora antes de assumir o governo do Acre.
“Todo o meu trabalho não é digno de ser considerado e eu ter um crédito para conduzir o Estado? Eu não conduzo o Estado sozinha, nós temos todo um aparato, uma equipe”, declarou.
A governadora ainda afirmou que muitas críticas recebidas têm relação com seu estilo pessoal e forma de comunicação. Segundo ela, parte das avaliações é feita “pelas aparências”.
“Geralmente as críticas são em cima da forma que eu falo ou da forma que eu não respondo. Então, tudo isso as pessoas julgam”, disse.
Na entrevista, Mailza afirmou que se sente preparada para continuar no comando do governo e destacou que prioriza resultados administrativos e entregas à população.
“Para mim, importam muito mais os resultados das minhas decisões, do meu trabalho, a organização da minha equipe, o que nós estamos atendendo, observando sempre os anseios da sociedade”, concluiu.
