O Sistema Ăšnico de SaĂşde (SUS) começou a adotar um novo protocolo para rastreamento do câncer colorretal, conhecido popularmente como câncer de intestino. A principal novidade Ă© o uso do teste FIT, um exame simples que pode ser realizado em casa e que promete ampliar o diagnĂłstico precoce da doença, considerada uma das que mais matam no paĂs.
O exame é indicado principalmente para homens e mulheres entre 50 e 75 anos, embora algumas regiões já estudem ampliar a faixa etária para pessoas a partir dos 40 anos, dependendo do histórico familiar e fatores de risco. O objetivo do Ministério da Saúde é facilitar o acesso ao rastreamento e aumentar as chances de descoberta precoce da doença.
O FIT, sigla para Teste ImunoquĂmico Fecal, identifica a presença de sangue oculto nas fezes, um dos possĂveis sinais iniciais de alterações intestinais e de câncer colorretal. O procedimento Ă© considerado indolor, rápido e menos invasivo do que outros mĂ©todos utilizados atualmente.
O kit pode ser entregue pelas unidades de saúde e o próprio paciente realiza a coleta em casa seguindo orientações simples. Primeiro, é necessário preencher a identificação na ficha do exame. Depois, o usuário utiliza um papel coletor no vaso sanitário, evitando que as fezes entrem em contato com a água.
Na sequência, uma pequena amostra é retirada com o coletor que acompanha o frasco do exame. Após o fechamento adequado do material, o paciente deve encaminhar a amostra conforme as instruções fornecidas pela unidade de saúde responsável.
Segundo especialistas, o câncer de intestino costuma evoluir de forma silenciosa, principalmente nos estágios iniciais. Por isso, o rastreamento periódico é apontado como uma das principais estratégias para reduzir mortes causadas pela doença.
Dados apresentados em campanhas de conscientização indicam que a detecção precoce pode elevar significativamente as chances de cura. O teste FIT também tem capacidade elevada de identificar adenomas e alterações que podem evoluir para câncer, permitindo investigação mais rápida por meio de colonoscopia quando necessário.
A expectativa é que a ampliação do exame pelo SUS aumente a cobertura preventiva e incentive a população a buscar acompanhamento médico regular, especialmente pessoas com histórico familiar da doença ou sintomas persistentes relacionados ao intestino.


