As mais de 40 lhamas apreendidas no Acre após serem transportadas sem documentação sanitária e fiscal fizeram com que o Ministério Público do Acre (MPAC) instaurasse um inquérito civil para investigar a origem e o destino dos animais, além das condições em que os animais eram transportados.
Os animais eram levados em um caminhão boiadeiro abordado no Posto de Fiscalização da Tucandeira, na BR-364, após saírem do município de Brasileia com destino ao estado de Rondônia. Segundo informações preliminares, a carga não possuía documentação fiscal, sanitária nem guia de trânsito animal.
A principal preocupação das autoridades envolve a ausência de controle sanitário da carga viva. O órgão considera necessária a adoção imediata de medidas como isolamento dos animais, avaliação veterinária, acompanhamento das condições de alimentação e hidratação, além de monitoramento das condições físicas das lhamas após a apreensão.
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Para o MPAC, a falta de documentação sanitária pode representar risco epidemiológico e exige acompanhamento rigoroso para evitar possíveis impactos à saúde animal. O procedimento foi instaurado em caráter prioritário justamente por envolver animais vivos e pela necessidade de proteção e manejo adequado.
A investigação também busca esclarecer se houve eventual ingresso irregular dos animais no território nacional, já que o Acre faz fronteira com países como Bolívia e Peru. Entre os pontos apurados estão possíveis irregularidades ambientais, sanitárias, fiscais e até penais.
O Ministério Público ainda acompanha as providências adotadas após a apreensão, incluindo a guarda temporária dos animais, o eventual isolamento sanitário e a destinação adequada das lhamas.
O caso chamou atenção pela quantidade de animais apreendidos e pela raridade do transporte desse tipo de espécie na região amazônica.
