MPAC cria centro para crianças e adolescentes vĂ­timas de violĂȘncia

Nova estrutura vai oferecer acolhimento psicológico, orientação jurídica e acompanhamento de vítimas de crimes

Por Anne Nascimento, ContilNet 25/05/2026 Ă s 14:25
roposta Ă© reunir atendimento psicolĂłgico, orientação jurĂ­dica e acompanhamento individualizado em um Ășnico espaço. — Foto: Reprodução

Crianças e adolescentes vĂ­timas de violĂȘncia no Acre passarĂŁo a contar com um atendimento especializado dentro do MinistĂ©rio PĂșblico. O ĂłrgĂŁo oficializou, na edição desta segunda-feira (25) do diĂĄrio eletrĂŽnico da instituição, a criação do Centro Especializado em Atendimento Ă s VĂ­timas Infantojuvenis (Ceavi), estrutura que terĂĄ foco no acolhimento de menores vĂ­timas de abuso sexual, maus-tratos, violĂȘncia domĂ©stica e outras graves violaçÔes de direitos.

A proposta Ă© reunir atendimento psicolĂłgico, orientação jurĂ­dica e acompanhamento individualizado em um Ășnico espaço, buscando reduzir os impactos emocionais causados pela violĂȘncia e evitar que vĂ­timas revivam traumas durante investigaçÔes e processos judiciais.

De acordo com o ato publicado pela Procuradoria-Geral de Justiça, o Ceavi também irå acompanhar investigaçÔes, medidas protetivas e procedimentos criminais relacionados a crimes praticados contra crianças e adolescentes, além de atuar em parceria com órgãos da rede de proteção.

O centro deve ofertar apoio psicossocial Ă s vĂ­timas, com visitas domiciliares, produção de dados estatĂ­sticos, articulação com universidades e instituiçÔes pĂșblicas, alĂ©m da realização de campanhas educativas e capacitaçÔes voltadas ao enfrentamento da violĂȘncia infantojuvenil.

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O documento destaca ainda que situaçÔes de violĂȘncia na infĂąncia deixam impactos profundos e duradouros nas vĂ­timas, podendo gerar consequĂȘncias emocionais e psicolĂłgicas atĂ© a vida adulta.

Segundo o MinistĂ©rio PĂșblico do Estado do Acre, o Ceavi funcionarĂĄ como ĂłrgĂŁo auxiliar da Procuradoria-Geral de Justiça e manterĂĄ integração com setores jĂĄ existentes no MPAC, como o Centro de Atendimento Ă  VĂ­tima (CAV), que atua principalmente com mulheres vĂ­timas de violĂȘncia e população LGBTQIA+.

A proposta prevĂȘ atendimento humanizado e multidisciplinar, reunindo profissionais das ĂĄreas jurĂ­dica, psicossocial e administrativa para acompanhar cada caso de forma individualizada e evitar a chamada revitimização, quando a vĂ­tima revive traumas durante procedimentos institucionais ou judiciais.

O ato foi assinado pelo procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, e já está em vigor.

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