Crianças e adolescentes vĂtimas de violĂȘncia no Acre passarĂŁo a contar com um atendimento especializado dentro do MinistĂ©rio PĂșblico. O ĂłrgĂŁo oficializou, na edição desta segunda-feira (25) do diĂĄrio eletrĂŽnico da instituição, a criação do Centro Especializado em Atendimento Ă s VĂtimas Infantojuvenis (Ceavi), estrutura que terĂĄ foco no acolhimento de menores vĂtimas de abuso sexual, maus-tratos, violĂȘncia domĂ©stica e outras graves violaçÔes de direitos.
A proposta Ă© reunir atendimento psicolĂłgico, orientação jurĂdica e acompanhamento individualizado em um Ășnico espaço, buscando reduzir os impactos emocionais causados pela violĂȘncia e evitar que vĂtimas revivam traumas durante investigaçÔes e processos judiciais.
De acordo com o ato publicado pela Procuradoria-Geral de Justiça, o Ceavi também irå acompanhar investigaçÔes, medidas protetivas e procedimentos criminais relacionados a crimes praticados contra crianças e adolescentes, além de atuar em parceria com órgãos da rede de proteção.
O centro deve ofertar apoio psicossocial Ă s vĂtimas, com visitas domiciliares, produção de dados estatĂsticos, articulação com universidades e instituiçÔes pĂșblicas, alĂ©m da realização de campanhas educativas e capacitaçÔes voltadas ao enfrentamento da violĂȘncia infantojuvenil.
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O documento destaca ainda que situaçÔes de violĂȘncia na infĂąncia deixam impactos profundos e duradouros nas vĂtimas, podendo gerar consequĂȘncias emocionais e psicolĂłgicas atĂ© a vida adulta.
Segundo o MinistĂ©rio PĂșblico do Estado do Acre, o Ceavi funcionarĂĄ como ĂłrgĂŁo auxiliar da Procuradoria-Geral de Justiça e manterĂĄ integração com setores jĂĄ existentes no MPAC, como o Centro de Atendimento Ă VĂtima (CAV), que atua principalmente com mulheres vĂtimas de violĂȘncia e população LGBTQIA+.
A proposta prevĂȘ atendimento humanizado e multidisciplinar, reunindo profissionais das ĂĄreas jurĂdica, psicossocial e administrativa para acompanhar cada caso de forma individualizada e evitar a chamada revitimização, quando a vĂtima revive traumas durante procedimentos institucionais ou judiciais.
O ato foi assinado pelo procurador-geral de Justiça, Oswaldo DâAlbuquerque Lima Neto, e jĂĄ estĂĄ em vigor.

