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MPF pede que Colégio de Aplicação tome providências sobre denúncias de assédio sexual

Por Matheus Mello, ContilNet Fonte: Redação ContilNet 17/07/2024 às 14:30

O Ministério Púbico Federal (MPF) anunciou nesta quarta-feira (17) que enviou recomendação ao Colégio de Aplicação sobre as denúncias de ocorrências de assédio sexual envolvendo integrantes da instituição.

MPF pede que Colégio de Aplicação tome providências sobre denúncias de assédio sexual

Sede MPF AC/Foto: Reprodução

O Colégio de Aplicação faz parte da coordenação da Universidade Federal do Acre e fica localizado no Centro de Rio Branco. Em resposta, a instituição de ensino se comprometeu a seguir as orientações.

O MPF recomendou que o CAP adote cronograma e plano de trabalho contínuo para ampliar os debates em toda comunidade acadêmica sobre questões de assédio moral e sexual, com recorte de gênero e raça, mediante realização periódica de fóruns, seminários, publicações e outros eventos.

MPF pede que Colégio de Aplicação tome providências sobre denúncias de assédio sexual

Colégio de Aplicação em Rio Branco/Foto: Google Maps

Além disso, também devem ser estabelecidos mecanismos especializados e efetivos para apuração de denúncias de práticas de assédio moral e sexual no âmbito da instituição, como o desenvolvimento de canais acessíveis de comunicação e capacitação de servidor ou servidora envolvido/a no tratamento das denúncias, a fim de que possam reconhecer o problema e apurá-lo de forma adequada.

Outro ponto recomendado foi a elaboração de cartilha sobre o tema, inclusive com contatos telefônicos, e-mail e endereços expressos de como denunciar. A publicação deve contar com fluxograma de como funcionará o atendimento, com ampla divulgação por toda comunidade escolar, sem prejuízo da comunicação ao Ministério Público de possíveis infrações.
A recomendação também orienta a afixação de cartazes com informações sobre os canais de denúncia pelas instalações do CAP e ampliação das medidas de acolhimento das vítimas de assédio existentes, com inclusão de servidora/es, aluna/os e comunidade escolar.

A direção do CAP já informou ao MPF que acata integralmente a recomendação, e comunicou que, como medida imediata, dentre outras, está orientando aos integrantes da instituição que participem dos cursos de “Combate aos Assédios e Outras Formas de Discriminação” oferecidos pela Escola Virtual do Governo

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