O povo indígena Madija, em Feijó, passará a ter ações acompanhadas diretamente pelo Ministério Público Federal (MPF). O órgão vai fiscalizar o funcionamento da Rede Intersetorial de Bem Viver Indígena, criada para melhorar o atendimento nas aldeias da região.
A rede reúne instituições públicas e organizações sociais para atuar em áreas como saúde, assistência social e garantia de direitos básicos. O objetivo é enfrentar problemas antigos enfrentados pelas comunidades, como falta de acesso a serviços, insegurança alimentar e dificuldades causadas pelo isolamento das aldeias.
O acordo também prevê a criação de protocolos e ações conjuntas entre os órgãos participantes para agilizar os atendimentos.
Entre as instituições envolvidas estão a Funai, a Sesai, o Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Juruá, secretarias estaduais e municipais, além de universidades e entidades indigenistas.
O MPF poderá intervir caso surjam dificuldades no andamento das ações. A coordenação da rede ainda terá que encaminhar relatórios e atas das reuniões ao órgão para acompanhamento contínuo.
As reuniões devem ocorrer mensalmente, de forma presencial e virtual, para avaliar os resultados e definir novas medidas para atender o povo Madija.
