Mulheres, pessoas pardas e vĂtimas sem escolaridade informada aparecem entre os principais perfis registrados nas denĂșncias de violaçÔes de direitos humanos no Acre em 2026. Os dados sĂŁo do painel do MinistĂ©rio dos Direitos Humanos e da Cidadania, atualizado atĂ© o Ășltimo dia 18 de maio.
Segundo o levantamento, o estado contabilizou 504 denĂșncias, 324 protocolos de atendimento e 3.877 violaçÔes nos primeiros meses do ano.
As mulheres representam a maioria entre as vĂtimas. Foram 274 denĂșncias envolvendo vĂtimas do sexo feminino, o equivalente a 52,79% do total registrado no Acre. JĂĄ os homens aparecem em 193 denĂșncias, correspondendo a 37,19%.
O painel tambĂ©m revela que pessoas pardas lideram entre os grupos raciais atingidos. Ao todo, foram 261 denĂșncias relacionadas a vĂtimas pardas, somando 1.867 violaçÔes. Em seguida aparecem vĂtimas brancas, com 126 denĂșncias e 1.141 violaçÔes.
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Pessoas pretas aparecem em 43 denĂșncias, enquanto vĂtimas indĂgenas somam nove registros no estado.
Outro dado que chama atenção Ă© a falta de informaçÔes sobre o grau de instrução das vĂtimas. Em 418 denĂșncias, a escolaridade nĂŁo foi informada, concentrando 3.206 violaçÔes.
Entre os casos em que houve identificação, vĂtimas com ensino fundamental incompleto aparecem em destaque, com 44 denĂșncias e 367 violaçÔes. TambĂ©m hĂĄ registros envolvendo pessoas analfabetas ou sem instrução formal.
Os dados fazem parte do sistema nacional de monitoramento do MinistĂ©rio dos Direitos Humanos e consideram denĂșncias registradas pelos canais oficiais do governo federal.



