Antes de um grande duelo faz-se necessário que saibamos os estilos dos contendores.
NĂŁo existe e nem existirá um Ăşnico regime de governança que se adeque e seja aceitável em todos os paĂses do mundo, portanto, haveremos de conviver com suas diferenças, embora a nossa escolha pelo regime democrático, nĂŁo pela sua perfeição, mas conforme definição do imortal estadista, Winston Churchill, por sĂŞ-lo o pior com exceção de todos os demais.Â
De mais a mais, o que podemos dizer e atĂ© concluir, da escolha que fizeram pelo regime presidencialista, ao invĂ©s do regime parlamentarista.Â
Do regime presidencialista, com relativo sucesso, somente os EUA se presta como exemplo, isto porque, desde a sua implantação, atĂ© os dias presentes, suas instituições foram sendo adequadas e aperfeiçoadas para o enfrentamento dos possĂveis reveses, a se destacar a sua longeva estrutura polĂtico- partidária e suas condicionantes, todas visando melhorar Ă importância do que vem a ser um partido polĂtico propriamente dito.Â
Lá, embora existam diversos partidos polĂticos, há sĂ©culos, apenas dois deles, o democrata e o republicano se revezam no poder, seja no executivo, bem como, no poder legislativo. Lá, nĂŁo existem os chamados partidos de aluguel, a exemplo do que acontece no nosso paĂs, menos ainda, a possibilidade de eleição dos seus integrantes. Em sĂntese: lá, os tais partidos se comportam como se fossem o que, entre nĂłs, denominamos de ONGs.
Na Europa, o sistema presidencialista nĂŁo existe em nenhum dos seus paĂses. De outro lado, no nosso subcontinente sul-americano o referido regime predomina e tem se a causa determinante de suas recorrentes crises, posto que, no regime presidencialista, ao tempo que seus presidentes sĂŁo eleitos lhes sĂŁo conferidos, cumulativamente, as chefias dos seus governos, e ainda pior, com prazos fixos para se manter nos poder, ainda que se revelem absolutamente incompetentes.
No regime parlamentarista de governo, seja republicano ou monárquico basta o chefe do governo se revele incompetente para ser afastado do poder, bastando para tanto que o seu poder legislativo assim determine e a sua substituição acontece sem nenhum trauma.
No Brasil, para alĂ©m do nosso anárquico sistema partidário, inexiste a fidelidade partidária, o que propicia o troca-troca de partidos, atĂ© mesmo para os atuais detentores de mandatos eletivos.Â
No mĂŞs de abril prĂłximo, a nossa prĂłpria legislação abrirá uma janela, faltando apenas seis meses para as prĂłximas eleições, para Ă queles que desejarem mudar de partido, sem nenhum prejuĂzo. O presidente que vier se eleger nas prĂłximas eleições se tornará refĂ©m de um Congresso Nacional constituĂdo por integrantes de cerca de 20 partidos polĂticos e nĂŁo conseguirá governar, posto que, o que Ă© sistĂŞmico, sĂł se muda, mudando-se o sistema.

