O nível do Rio Acre permaneceu estabilizado na capital do estado, repetindo a medição oficial aferida no dia anterior. De acordo com os dados técnicos consolidados pelas equipes de monitoramento hidrográfico, o manancial registrou a marca de 2,54 metros na leitura realizada no início da manhã desta sexta-feira (3), mantendo o patamar crítico característico do período de vazante na região amazônica.
A estabilidade do leito ocorre em um cenário de ausência severa de precipitações na bacia hidrográfica local. O município de Rio Branco completou, nesta sexta, a marca de 17 dias consecutivos sem o registro de qualquer acúmulo de chuva. A falta de volumes pluviométricos acentua o recuo das águas e aciona os protocolos de observação das autoridades de Defesa Civil para o monitoramento do abastecimento público.
O último evento de chuva quantificável na capital acreana foi catalogado pelas estações meteorológicas automáticas no dia 16 de junho. Naquela ocasião, os sensores registraram um índice pluviométrico residual de apenas 1,8 milímetro no acumulado de 24 horas, volume considerado insuficiente para gerar impactos positivos na vazão ou na recuperação estrutural do manancial.
A estiagem prolongada e a consequente manutenção do nível do rio em patamares baixos influenciam diretamente a navegação e exigem o acompanhamento das bombas de captação de água da concessionária pública. Técnicos do setor ambiental apontam que o comportamento do Rio Acre reflete a consolidação do período de “verão amazônico”, intervalo sazonal caracterizado pela redução drástica das frentes de chuva na região Norte do país.


