No TJAC, professores protestam contra suspensão de greve: “Não nos ouviram”

Educadores acusam Prefeitura de apresentar informações falsas à Justiça

Por Juan Vinícius, ContilNet 27/05/2026 às 10:10
Professores se manifestam em frente ao TJAC. — Foto: Juan Vinícius/ContilNet

Com faixas, palavras de ordem e críticas direcionadas ao Judiciário, professores da rede municipal de Rio Branco se manifestaram em frente ao Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), nesta quarta-feira (27), após a decisão que determinou a suspensão da greve da categoria. O ato reúne integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e do Sindicato dos Professores do Estado do Acre (Sinproacre), que contestam a legalidade da liminar concedida em favor da Prefeitura.

A presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, classificou a decisão como injusta e afirmou que a categoria seguiu todos os trâmites legais para deflagrar a paralisação. “Esse Tribunal de Justiça nunca deu direito de greve para os trabalhadores da educação. Só houve o patrão. O patrão traz as mentiras, eles acatam”, declarou durante o ato.

Rosana também rebateu os argumentos de que o movimento prejudica os alunos. “Como é que nós prejudicamos o andamento? Nós é que compramos material pedagógico, cuidamos das crianças em vulnerabilidade social e ainda assumimos demandas que vão além da função do professor”, afirmou.

Já a presidente do Sindicato dos Professores do Estado do Acre (Sinproacre), Alcilene Gurgel, afirmou que os sindicatos já ingressaram com uma nova medida judicial para tentar revogar a liminar concedida à Prefeitura.

“Eles acreditaram apenas em uma versão, sem nos dar esse direito”, disse Alcilene ao comentar a decisão judicial. Segundo ela, o desembargador responsável pela liminar está fora de Rio Branco e só deve retornar no fim de semana.

Apesar disso, a sindicalista afirmou que os trabalhadores continuarão utilizando os meios legais para manter o movimento. “Vamos fazer o que tiver que fazer para que essa greve não seja declarada ilegal. Porque uma liminar pode ser revogada, não é uma sentença”, declarou.

Os professores afirmam que acumulam perdas salariais superiores a 26% e cobram da Prefeitura de Rio Branco propostas concretas para encerrar o impasse, que, segundo os sindicatos, se arrasta desde 2023.

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