As lhamas resgatadas de um caminhão interceptado no Acre, na última quarta-feira (20), seguem recebendo cuidados enquanto aguardam decisão da Justiça sobre o destino dos animais. Segundo a ONG Patinha Carente, responsável temporariamente pelas lhamas, exames veterinários apontaram que os animais sobreviventes estão em boas condições de saúde.
A atualização foi divulgada pela protetora Vanessa Facundes. De acordo com ela, um médico-veterinário enviado pela Secretaria de Agricultura (Seagri) e ligado ao Ministério da Agricultura realizou avaliação clínica nos animais resgatados.
“Seguimos cuidando com alimentação, leite, proteção e acompanhamento”, informou Vanessa nas redes sociais da instituição.
O caso ganhou repercussão após a morte de três lhamas que estavam sendo transportadas em um caminhão boiadeiro abordado pelas autoridades na região do Posto Fiscal Tucandeira, no Acre. Segundo a ONG, alguns animais já estavam debilitados no momento em que foram encontrados.
Uma das lhamas morreu ainda na noite do resgate. Outras duas não resistiram nas horas seguintes, mesmo após tentativas de hidratação e cuidados realizados durante a madrugada.
O caminhão foi interceptado durante uma operação conjunta entre Polícia Militar e Receita Estadual. Conforme as autoridades, o veículo transportava os animais sem apresentar documentos obrigatórios, como nota fiscal e Guia de Transporte Animal (GTA).
Os ocupantes do caminhão disseram que os documentos seriam apresentados depois, mas isso não aconteceu. A carga havia saído de Brasiléia, no interior do Acre.
Após a abordagem, foi confirmado que os animais eram lhamas, espécie típica de países andinos como Bolívia, Peru, Chile e Argentina. O caso foi encaminhado para investigação da Polícia Federal, que apura possíveis irregularidades no transporte e suspeitas de maus-tratos contra os animais.
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