O padre Massimo Lombardi fez um apelo público para que o governo do Acre encontre uma solução para os atrasos nos repasses destinados ao Hospital Santa Juliana e à Casa de Acolhida Souza Araújo. Em vídeo divulgado nesta segunda-feira (22), o religioso afirmou que a situação financeira das instituições preocupa e pode comprometer a continuidade dos serviços prestados à população.
Segundo ele, a dívida acumulada estaria próxima de R$ 20 milhões, valor que, de acordo com a Diocese de Rio Branco, afeta a compra de medicamentos, insumos hospitalares e até mesmo o pagamento dos profissionais que atuam nas duas unidades.
Durante a manifestação, Massimo destacou a importância do Hospital Santa Juliana para a rede de saúde acreana, especialmente no atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
“O Hospital Santa Juliana não é apenas um conjunto de paredes. É um lugar onde crianças nascem, onde cirurgias salvam vidas e onde famílias encontram esperança nos momentos mais difíceis”, afirmou.
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O padre também ressaltou o impacto da situação sobre os trabalhadores das instituições. Segundo ele, médicos, enfermeiros, técnicos e demais funcionários dependem da regularidade dos repasses para manter suas atividades e garantir o sustento de suas famílias.
Em tom crítico, o religioso afirmou que a burocracia não pode se sobrepor às necessidades de quem depende dos serviços de saúde. “Às vezes o dinheiro público parece viajar de tartaruga, mas as doenças chegam de Fórmula 1. O paciente não pode esperar”, declarou.
Massimo defendeu que a questão seja tratada como uma pauta humanitária e não política. Para ele, a prioridade deve ser garantir o funcionamento pleno das unidades e assegurar o atendimento à população.
A Diocese de Rio Branco convocou uma coletiva de imprensa para esta terça-feira (23), às 9h, quando deverá apresentar mais detalhes sobre a situação financeira do Hospital Santa Juliana e da Casa de Acolhida Souza Araújo.



