Em Sena Madureira, a precariedade das estradas rurais tem obrigado moradores a recorrer a soluções prĂłprias para garantir direitos básicos, como a educação dos filhos. Um pai de famĂlia, morador do ramal do Oriente, prĂłximo ao Rio MacauĂŁ, precisou contratar uma máquina particular para abrir o ramal e permitir que seus filhos chegassem Ă escola em segurança.
Em vĂdeo compartilhado nas redes sociais, o homem relatou sua indignação: “Eu já esperei muitos dias, nada chegou do prefeito. É o jeito de pagar particular, porque os meninos estĂŁo tendo muita dificuldade para a escola. Aqui a estrada está cheia de buracos, a mata fechou tudo, entĂŁo tivemos que cavar um bocado na enxada”.
O ramal de mais de 500 metros, que dá acesso ao ramal principal, estava totalmente intransitável, tornando impossĂvel o deslocamento das crianças sem risco de atraso ou acidentes. Para evitar prejuĂzos na educação dos filhos, o pai custeou o serviço particular de abertura do ramal, mostrando a dificuldade que famĂlias enfrentam diante da falta de infraestrutura rural adequada.
Poucas semanas atrás, mais de 150 famĂlias indĂgenas e 300 famĂlias extrativistas da regiĂŁo do Alto Rio CaetĂ© ficaram isoladas. O lĂder da comunidade percorreu cerca de 8 km atĂ© o ponto onde a máquina de manutenção parou, impedindo a chegada de veĂculos e a continuidade das obras. Com a aproximação das chuvas, o isolamento tende a se agravar, dificultando ainda mais a chegada de suprimentos e assistĂŞncia.




