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Para evitar queimadas, Governo antecipa ações em combate a seca

Por Maria Fernanda Arival, ContilNet 21/05/2026 às 14:18

Objetivo central é coordenar ações preventivas e integradas entre as pastas institucionais para minimizar os impactos sociais, ambientais e econômicos/Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Após previsões de seca severa, o governo do Acre realizou, na última quarta-feira (20), na Casa Civil, uma reunião estratégica de alinhamento com membros do Gabinete de Crise Hídrica.

O objetivo da reunião é coordenar ações preventivas e integradas entre as pautas institucionais para minimizar os impactos sociais, ambientais e econômicos de uma previsão de seca severa no segundo semestre de 2026. De acordo com a Agência de Notícias do Acre, os relatórios técnicos apontam uma probabilidade de até 92% de configuração do fenômeno El Niño.

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A iniciativa antecipa o planejamento para enfrentar problemas recorrentes de anos anteriores, como o desabastecimento de água, queimadas, poluição do ar, perdas na produção agrícola, suspensão de aulas e o desabastecimento de alimentos em comunidades indígenas, além de combater a prática de preços abusivos em itens essenciais como água mineral, gás de cozinha e combustível.

“O governo se antecipa a uma previsão de seca extrema para este ano. Estamos reunidos hoje com as secretarias definindo as providências administrativas, de comunicação, fiscalização e monitoramento. Assim, quando a crise prevista pelos meteorologistas chegar, a estrutura governamental estará totalmente preparada para minimizar o impacto na vida da população”, destaca Ítalo Medeiros, coordenador da Casa Civil.

Eixos do plano de contingência

O plano foi dividido em oito eixos fundamentais:

  1. Monitoramento e Alerta
  2. Saúde Pública
  3. Logística e Mobilidade
  4. Comunicação e Articulação Institucional
  5. Assistência Humanitária e Proteção Social
  6. Meio Ambiente e Combate a Incêndios
  7. Abastecimento e Infraestrutura

A partir desta diretriz, cada secretaria e instituição do Estado ficará responsável por desenhar e executar seu próprio plano preventivo setorial.

De acordo com o diagnóstico climático do Sistema de Alerta ENSO, a perspectiva de evolução para a fase quente do El Niño ao longo do segundo semestre de 2026 apresenta alta probabilidade de persistência até o início de 2027.

O relatório aponta que a probabilidade do fenômeno se estabelecer é de: 82% entre os meses de maio e julho de 2026; 92% entre julho e agosto de 2026; 96% de continuidade durante o inverno do Hemisfério Norte, estendendo-se entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.

O padrão é agravado pelas anomalias positivas de temperatura na superfície do oceano Pacífico Equatorial e pelo comportamento térmico verificado no Atlântico Tropical, fatores que influenciam diretamente a dinâmica de chuvas na Amazônia Legal e, consequentemente, no Acre.

As ações são articuladas entre todas as secretarias e instituições que compõem o comitê:

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